Namorado de mulher encontrada morta no Camargos, em BH, confessa o crime

Vítima foi identificada como Stifanie Ribeiro Firmino Silva
Suspeito confessou o crime após mais de três horas de depoimento no DHPP e foi preso na tarde desta terça-feira (21/7)
O namorado de Stifanie Ribeiro Firmino Silva, de 35 anos, encontrada morta dentro de um apartamento no bairro Camargos, na região Oeste de Belo Horizonte, foi preso na tarde desta terça-feira (21/7).
Durante a manhã, o homem se apresentou espontaneamente no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde acabou confessando o crime. Fontes ligadas à investigação confirmaram que o suspeito admitiu ter cometido o assassinato após mais de três horas de depoimento.
O homem estava sendo procurado desde a tarde de segunda-feira (20/7), quando vizinhos de Stifanie encontraram seu corpo em avançado estado de decomposição.
O casal estava junto há poucos meses e havia se conhecido por meio de um aplicativo de relacionamento.
Stifanie era conhecida no condomínio por ser comunicativa, cumprimentar os vizinhos e enviar mensagens de áudio com frequência. Por isso, o silêncio nos dias que antecederam a descoberta de sua morte chamou a atenção dos moradores.
Na manhã de segunda-feira, um vizinho relatou que foi acionado pela portaria do condomínio depois que o suspeito foi visto saindo do local carregando malas.
Por morar na porta ao lado do apartamento de Stifanie, ele e outros vizinhos foram até lá tentar fazer contato.
"Eu bati na porta e não houve resposta. Outros vizinhos chegaram também e, quando abrimos as janelas, sentimos um odor muito forte de decomposição. Foi horrível. Aí acionamos a polícia", contou o morador.
Suspeito levará policiais ao local onde estão as malas
Após confessar o crime durante o depoimento, o suspeito deixou a delegacia algemado e, segundo informações obtidas no local, levaria os policiais até o lugar onde teria escondido as malas retiradas do apartamento de Stifanie.
De acordo com o vizinho da vítima, o suspeito frequentava o apartamento nos últimos dias e foi visto saindo do local poucas horas antes da descoberta do corpo.
O comportamento do homem no condomínio era descrito como distante e sem interação com os demais moradores.
"Ele sempre passava pelo corredor, mas não cumprimentava ninguém. Era uma pessoa muito apática, não demonstrava emoção nenhuma. Me surpreende pensar que eu cruzei tantas vezes com um possível assassino na porta da minha casa", disse o morador.
O caso segue sendo investigado pelo DHPP, que acompanhou o suspeito na busca pelas malas levadas do apartamento de Stifanie após a confissão.