TJMG nega recurso e filho da professora Soraya vai ao Tribunal do Júri

TJMG nega recurso da defesa de Matteos França Campos, acusado de matar a professora Soraya Tatiana Bonfim França em Vespasiano
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) negou o recurso da defesa de Matteos França Campos, de 32 anos, acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, de 56 anos, e manteve a decisão que o encaminha ao Tribunal do Júri. O recurso foi analisado na última terça-feira (28/7), e a data do júri popular ainda será definida. Matteos havia recorrido da sentença de pronúncia, decisão judicial que reconhece a existência de indícios suficientes de autoria e materialidade para submeter o acusado ao Tribunal do Júri. Com a rejeição do recurso em sentido estrito, permanece válida a determinação de que ele seja julgado por um conselho de sentença. O processo tramita em segredo de justiça.
Soraya Tatiana Bonfim França foi encontrada morta em 20 de julho do ano passado, sob um viaduto na avenida Adélia Issa, no bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O corpo estava parcialmente coberto por um lençol, e a professora vestia apenas uma blusa cinza. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, Matteos confessou ter matado a mãe após uma discussão motivada por questões financeiras. Em depoimento, ele afirmou que acumulava dívidas relacionadas a jogos e empréstimos consignados e disse ter sofrido um "surto" durante a briga, quando a enforcou.
Ainda conforme a investigação, o acusado colocou o corpo de Soraya no porta-malas do carro dela e o abandonou no local onde foi encontrado. A Polícia Civil informou que não há indícios de violência sexual e concluiu que os elementos reunidos apontam que Matteos agiu sozinho. A investigação chegou ao filho da professora após a identificação de contradições no depoimento dele, imagens que registraram o deslocamento do veículo de Soraya até a região onde o corpo foi localizado e a constatação de manchas de sangue no porta-malas do automóvel. Antes de confessar o crime, Matteos registrou o desaparecimento da mãe e afirmou à polícia que havia viajado para a Serra do Cipó. Ele também participou das buscas pela professora ao lado do pai e de outros familiares. Após a prisão, disse estar arrependido e informou que não havia contado a ninguém sobre o homicídio.