TSE rechaça declaração de Flávio e diz que Smartmatic não vende urnas ao Brasil

Fachada do TSE | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
TSE reafirma que a Smartmatic jamais vendeu urnas eletrônicas ao Brasil após declarações de Flávio Bolsonaro a embaixadores
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reafirmou que a Smartmatic, empresa citada pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. A declaração veio após Flávio fazer críticas ao sistema eleitoral em uma reunião com embaixadores, na última terça-feira, 21, em Brasília, evento revelado pelo Broadcast Político.
Ao ser questionado sobre o caso, o TSE enviou uma matéria de 2020 que nega qualquer relação da Smartmatic com as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil. "Em diversas oportunidades, o TSE reiterou que a empresa Smartmatic não forneceu nem fornece urnas eletrônicas para as eleições brasileiras, tampouco trabalhou na programação desses aparelhos. A empresa atuou apenas no treinamento de profissionais que prestaram suporte técnico e operacional para as urnas brasileiras", diz o texto divulgado pela Corte.
Durante a reunião com representantes de embaixadas, Flávio Bolsonaro levantou suspeitas de fraude em urnas fabricadas pela Smartmatic, empresa de origem venezuelana, repetindo informações já desmentidas pelo TSE em diversas ocasiões. "Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", afirmou o senador, replicando desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro. Ainda durante o evento, Flávio tentou relativizar suas declarações ao afirmar: "Não estou questionando o sistema de eleição brasileiro, mas que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possíveis para nossa eleição e pessoas que têm conhecimento sobre essa tecnologia".
Representantes das embaixadas dos Estados Unidos, China, Israel, Alemanha e Reino Unido, além de outros 35 países, estavam presentes no encontro. O episódio remete a um caso anterior envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, que já foi condenado à inelegibilidade pelo TSE por usar a máquina pública para disseminar informações falsas sobre as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores realizada em 2022. Até o momento, o TSE não se manifestou diretamente sobre as críticas feitas por Flávio Bolsonaro no evento desta semana.