Brasileira é morta a facão na Bélgica; suspeito de 20 anos confessa assassinato

Mineira Silvilene Rocha, de 37 anos, natural de Conselheiro Lafaiete - Reprodução/Redes sociais
Brasileira de 37 anos foi assassinada em Marche-en-Famenne; suspeito de 20 anos confessou o crime e foi preso preventivamente
A brasileira Silvilene Rocha, de 37 anos, natural de Conselheiro Lafayette (MG), foi assassinada a golpes de facão na última segunda-feira, 13, em Marche-en-Famenne, cidade onde residia na Bélgica.
Um suspeito de 20 anos foi preso no dia seguinte e confessou ter cometido o crime, segundo informações da imprensa belga.
A companheira de Silvilene Rocha, de 26 anos e também brasileira, estava presente no momento do ataque e foi igualmente agredida, mas conseguiu escapar do local.
Ela sofreu ferimentos graves e precisou ser hospitalizada, embora já não corra mais risco de vida.
O ataque ocorreu entre meia-noite e 1h, na rua onde Silvilene Rocha morava.
As duas mulheres foram perseguidas pelo acusado, que as atingiu com vários golpes de facão.
Uma testemunha tentou prestar os primeiros socorros no local, mas Silvilene não resistiu aos ferimentos.
A polícia belga realizou buscas simultâneas em quatro endereços na terça-feira, 14, e deteve quatro suspeitos.
Três deles foram liberados, e o único que permaneceu detido confessou ser o autor do crime, sendo preso preventivamente.
O suspeito não tinha antecedentes criminais.
O caso é investigado formalmente pelas autoridades belgas como homicídio premeditado e tentativa de assassinato.
A motivação exata do crime ainda está sendo apurada pelas autoridades.
O prefeito de Marche-en-Famenne, Nicolas Grégoire, divulgou uma nota lamentando a morte de Silvilene Rocha e prestando solidariedade aos familiares das vítimas.
O político destacou que o município, com 16 mil habitantes, não está acostumado com episódios de violência extrema e que o caso provocou forte comoção entre os moradores.
O comissário da polícia do distrito indicou que apoio psicológico poderia ser oferecido às testemunhas mais traumatizadas pelo ocorrido.