Silveira prevê 1º leilão de gás da União em 2026

ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Após resolução do CNPE, Silveira projeta leilão de gás natural com preço entre US$ 5 e US$ 5,20 por MMBtu para setores industriais
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o primeiro leilão de gás natural da União está previsto para o fim de 2026. A projeção foi feita após a aprovação de uma resolução do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que busca reestruturar a política de comercialização do insumo, estabelecendo diretrizes para a oferta a preços competitivos. A expectativa é que o gás seja leiloado em torno de US$ 5 a US$ 5,20 por milhão de BTU (MMBtu).
A norma do CNPE disciplina a comercialização do gás natural da União pela Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) e prevê a realização de leilões de curto prazo (2026 a 2030) e de longo prazo (a partir de 2030). O gás natural comercializado pela União poderá ser destinado "prioritariamente" aos segmentos industriais intensivos no uso do insumo, como as indústrias química, petroquímica, de fertilizantes e siderúrgica. Silveira evitou indicar qual seria a estimativa de receita com os novos leilões de gás natural, afirmando que essa projeção será elaborada pelo Ministério da Fazenda.
O ministro destacou ainda que a prioridade do governo não está na arrecadação de impostos, mas sim na ampliação da oferta do insumo a preços acessíveis para a indústria nacional. A iniciativa tem origem em um grupo de trabalho instituído pelo CNPE em 2023, criado para avaliar medidas relacionadas à ampliação da oferta de gás natural, à redução da reinjeção do insumo e ao aperfeiçoamento do mercado. Foi a partir dos relatórios produzidos por esse grupo que surgiram os números que apontam para uma possível redução do preço, de US$ 12 por milhão de BTU para cerca de US$ 5 por milhão de BTU, representando uma queda significativa no custo do insumo para os setores industriais. Com a aprovação da resolução e a definição do cronograma de leilões, o governo avança na tentativa de tornar o gás natural mais acessível à indústria de base brasileira, com impacto direto na competitividade dos setores que dependem do insumo como matéria-prima essencial.