Polícia prende terceiro suspeito de ataque a tenente da Rota, irmão de Eloá

Hércules da Costa Siqueira (à esq.) é suspeito de tentar matar o tenente da PM Ronickson Pimentel dos Santos - Foto: Reprodução
Terceiro suspeito preso no caso do atentado contra tenente da Rota é identificado como Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, em Heliópolis
Um suspeito de participar da tentativa de assassinato de Ronickson Pimentel dos Santos, tenente da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) e irmão de Eloá Pimentel, foi preso na última terça-feira (7), na região de Heliópolis, zona Sul de São Paulo. O homem foi identificado como Luiz Henrique de Oliveira Nascimento e é o terceiro detido no caso.
De acordo com a polícia, Luiz Henrique não é o responsável pelo disparo contra o tenente da Rota, mas teria abandonado a motocicleta utilizada no atentado. Ele foi encaminhado ao DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), deve passar por audiência de custódia e permanece preso à disposição das investigações.
O atentado contra o tenente da Rota
O ataque ao policial ocorreu na manhã de sábado (27), na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. O tenente saía da academia quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que pararam ao lado dele na avenida e efetuaram os disparos, atingindo-o na cabeça em uma clara tentativa de execução.
Uma equipe do Samu prestou os primeiros socorros ainda no local. Devido à gravidade dos ferimentos, o tenente da Rota precisou ser transportado de forma emergencial ao hospital pelo helicóptero Águia, do Grupamento Aéreo da Polícia Militar.
O policial é irmão mais velho de Eloá Pimentel, jovem de 15 anos assassinada em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, após ser mantida refém por mais de 100 horas em um caso que chocou o país.
Segundo a Polícia Militar, outros suspeitos de envolvimento na tentativa de execução do tenente da Rota, com idades de 52, 40 e 24 anos, foram presos na manhã de domingo (28), em Guianases, na zona Leste de São Paulo. Eles teriam prestado apoio logístico e de transporte no dia do atentado. Um deles confessou participação no crime, enquanto o mais novo foi liberado.
A Rota informou que foram coletados elementos que apontam para um planejamento prévio por parte dos criminosos. Além disso, a polícia investiga o possível envolvimento do PCC (Primeiro Comando da Capital), a maior facção criminosa do país, na autoria e coordenação do ataque contra o tenente.