Tenente da Rota baleado tem melhora clínica, mas permanece na UTI

Tentene Ronickson Pimentel em documentário da Netflix sobre o Caso Eloá - Imagem: Reprodução/Netflix
Tenente da Rota baleado na cabeça apresenta melhora clínica, mas segue em estado grave na UTI; seis suspeitos morreram durante investigações
O tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no final de junho em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, apresentou melhora clínica e deve passar por traqueostomia e gastrostomia nesta quinta-feira (9/7) no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Os procedimentos são comuns em pacientes com internação prolongada.
Segundo o último boletim médico divulgado pela PM, a tomografia de crânio indicou melhora parcial do edema cerebral e redução dos coágulos residuais. Ronickson Pimentel permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), porém estável e sem febre, com boa resposta ao tratamento intensivo. Na última segunda-feira (6/7), os médicos iniciaram o protocolo de redução gradual da sedação.
O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, de 39 anos, é integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM paulista. Ele foi atingido na cabeça enquanto aguardava a abertura de um semáforo em São Caetano do Sul. Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, jovem assassinada em 2008 após ser mantida em cárcere privado pelo ex-namorado Lindemberg Alves.
Investigações e mortes de suspeitos
Enquanto tenta identificar todos os envolvidos no atentado contra Ronickson Pimentel, a Polícia Civil também investiga a morte de seis homens apontados, em diferentes momentos, como possíveis suspeitos. Em quatro dos seis boletins de ocorrência obtidos pelo Metrópoles, policiais militares afirmam ter recebido denúncias de que os indivíduos teriam participado do ataque ao tenente. Até o momento, porém, não há comprovação de que qualquer um deles tenha ligação direta com o crime.
As duas primeiras mortes ocorreram em 29 de junho, dois dias após o atentado. Na Estrada Aricanduva, zona leste da capital, um homem denunciado por suposta participação no crime morreu após, segundo os policiais, atirar contra a equipe durante a abordagem. No mesmo dia, outro suspeito morreu na Vila Galvão, em Guarulhos, depois de, conforme o registro policial, fazer menção de sacar uma arma durante abordagem da Rota.
Em 2 de julho, outras duas mortes foram registradas. Em Guaianases, um homem morreu após, segundo a PM, reagir a uma abordagem. Em Peruíbe, no litoral sul, outro suspeito foi morto depois de uma perseguição que terminou em confronto, de acordo com a corporação.
Os dois casos restantes ocorreram na zona sul da capital. No Jardim Miriam, um homem morreu após troca de tiros durante patrulhamento na Favela do Arrebento. No Jardim São Luís, outro suspeito foi baleado e morreu depois que policiais afirmaram ter sido recebidos a tiros ao averiguar uma denúncia de tráfico de drogas.
A moto utilizada pela dupla responsável pelo atentado a Ronickson Pimentel foi apreendida próximo à comunidade de Heliópolis, na zona sul da capital paulista.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) anunciou no domingo (5/7) uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à identificação do paradeiro de Hércules da Costa Siqueira, conhecido como Golias, apontado como o principal suspeito de atirar contra o tenente. A polícia acredita que ele ainda esteja em território brasileiro.
O caso segue sob investigação, com as autoridades buscando identificar todos os envolvidos no atentado contra Ronickson Pimentel, enquanto o tenente continua recebendo cuidados intensivos no Hospital Estadual Mário Covas.