Combustível tem alta de 87% e passagens chegam a R$ 632 em maio

Avião comercial em pleno voo - Imagem ilustrativa - Foto: Brett Sayles
Querosene de aviação chegou a R$ 6,46 por litro em maio, acumulando alta de 87% em três meses e elevando a tarifa média a R$ 632,53
O preço do querosene de aviação (QAV) disparou em maio deste ano, chegando a R$ 6,46 por litro — uma alta de aproximadamente 31% em relação ao mesmo mês de 2024.
O aumento do QAV foi expressivo em um curto período. Em fevereiro, o litro do combustível custava R$ 3,45. Em apenas três meses, o preço acumulou alta de cerca de 87%, pressionando os custos operacionais das companhias aéreas.
A tarifa média das passagens domésticas subiu 11,2% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O monitoramento da Anac também aponta que, em todas as companhias aéreas, cerca de 96% das tarifas comercializadas custaram até R$ 2 mil.
O QAV representa entre 30% e 40% dos custos operacionais das companhias aéreas, o que o torna um dos principais fatores de influência sobre o valor das passagens.
O avanço do preço do combustível ocorre justamente em meio às tentativas do governo federal de reduzir o custo das tarifas aéreas para os consumidores. Entre as medidas adotadas pelo governo estão o incentivo à entrada de novos distribuidores de combustível para ampliar a concorrência no mercado e mudanças regulatórias para facilitar a atuação de empresas importadoras de QAV.
A reforma tributária também é apontada como um fator que pode reduzir os custos do setor, ao diminuir a cumulatividade de impostos e simplificar o sistema tributário.
Apesar dessas iniciativas, especialistas avaliam que tais medidas têm efeito indireto sobre o preço das passagens. Os principais fatores que continuam influenciando as tarifas são a cotação do dólar, o preço internacional do petróleo, a oferta e a demanda por voos e o nível de concorrência nas rotas.
As informações sobre as tarifas são enviadas mensalmente pelas empresas aéreas à Anac. O levantamento considera apenas o valor do bilhete, sem incluir taxas aeroportuárias e outros encargos, e utiliza a data da venda da passagem, com atualização monetária pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).