Polícia Federal terá 458 agentes atuando com presidenciáveis

A Polícia Federal estruturou operação nacional com planos individualizados de segurança para candidatos à Presidência, com custo estimado de R$ 95 milhões.
A Polícia Federal (PF) elaborou planos individualizados de segurança para cada candidato à Presidência da República nas eleições deste ano. A operação contará com até 458 servidores e um orçamento estimado em R$ 95 milhões, que serão destinados à mobilização do efetivo, contratação de serviços e aquisição de equipamentos. A corporação estruturou uma operação nacional com equipes especializadas em inteligência, logística e proteção pessoal, além do apoio das superintendências da PF em todos os estados do país. A adesão ao serviço é facultativa e poderá ser solicitada a qualquer momento durante o período eleitoral, com ativação prevista a partir de 20 de julho, após a homologação das candidaturas pelas convenções partidárias.
Caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concorra à reeleição, sua proteção seguirá o modelo híbrido já adotado, com atuação conjunta do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e da Polícia Federal. Segundo a PF, cada candidato terá um plano de segurança elaborado com base em análises técnicas de risco, levando em consideração o histórico de ameaças, informações de inteligência, perfil dos eventos, deslocamentos e condições de segurança de cada local. Antes de cada agenda, equipes precursoras farão o reconhecimento dos ambientes e coordenarão as medidas necessárias com as forças de segurança estaduais e municipais, com o objetivo de reduzir riscos e minimizar impactos sobre os atos de campanha.
A Polícia Federal afirmou que a operação foi estruturada para garantir tratamento isonômico entre todos os candidatos. O número de agentes, equipamentos e recursos empregados será definido conforme o nível de risco de cada agenda. No entanto, a corporação não divulgará a classificação individual das ameaças nem o efetivo destinado a cada campanha, por razões de segurança. Desde abril, a Polícia Federal mantém diálogo com partidos políticos e pré-candidatos para apresentar o funcionamento da operação.
Todos os 30 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram comunicados oficialmente, e reuniões técnicas foram realizadas para esclarecer dúvidas sobre o modelo de proteção. A operação contará com recursos tecnológicos como veículos blindados, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial, monitoramento de ameaças digitais e kits de vistoria antibomba. A partir de 20 de julho, a Polícia Federal também ativará, em Brasília, uma Sala Nacional de Comando e Controle para acompanhar em tempo real as agendas dos candidatos, o deslocamento das equipes e prestar suporte operacional em todo o país.