Petróleo sobe 5% após ataques dos EUA ao Irã

Fonte: Wikipédia; Plataforma P-51, destinada a produção de petróleo e gás natural.
Barril do Brent se aproxima de US$ 80 após ofensiva norte-americana contra o Irã e escalada das tensões no Oriente Médio
O preço do petróleo disparou mais de 5% nesta quarta-feira, se reaproximando da marca de US$ 80 por barril, após os Estados Unidos anunciarem a realização de "uma série de ataques poderosos contra o Irã", em meio a um frágil cessar-fogo entre os dois países. Os contratos do Brent com entregas previstas para setembro registravam alta de 5,92%, chegando a US$ 78,55 por barril por volta das 7h13. O Brent é a referência internacional para o combustível e o índice utilizado pela Petrobras para reajustar os preços da gasolina e do diesel no Brasil.
A escalada do preço do petróleo foi motivada pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Poucos dias após o anúncio de um acordo de cessar-fogo com o Irã, os Estados Unidos afirmaram ter lançado uma ofensiva contra Teerã. A justificativa apresentada pelos norte-americanos foram os ataques a petroleiros no Estreito de Hormuz, rota estratégica para o escoamento do petróleo mundial. Durante discurso na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), realizada em Ancara, na Turquia, o presidente norte-americano Donald Trump declarou que o acordo pelo fim da guerra "acabou". Trump afirmou que não quer "mais lidar com eles" e chamou os iranianos de "escória". "São pessoas violentas e cruéis", disse o presidente.
Após a ofensiva norte-americana, o Irã prometeu um contra-ataque "esmagador" contra os Estados Unidos. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou ter atacado ao menos 85 instalações militares norte-americanas no Bahrein e no Kuwait. Para Teerã, a ofensiva dos EUA representou um "ato flagrante de agressão". A escalada do conflito entre as duas potências segue gerando instabilidade nos mercados internacionais de energia, com o preço do petróleo respondendo diretamente às movimentações diplomáticas e militares na região.