PEC 6x1 pode gerar demissões em massa, diz Fiemg

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Gerente trabalhista da Fiemg alerta que a PEC 6x1 representa risco de demissões para pequenas e médias empresas no Brasil
A proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 6x1, que prevê a extinção da escala de trabalho seis dias por um de folga, pode provocar uma onda de demissões no mercado de trabalho brasileiro, especialmente entre pequenas e médias empresas. O alerta foi feito pelo gerente trabalhista da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que destacou os riscos econômicos da medida para o setor produtivo.
Segundo o especialista da Fiemg, a PEC 6x1 representa um desafio significativo para empresas de menor porte, que teriam dificuldades em absorver os custos adicionais gerados pela redução da jornada de trabalho. A preocupação central é que, diante do aumento das despesas operacionais, muitos empregadores optem por reduzir o quadro de funcionários como forma de equilibrar as finanças. A PEC 6x1 tem gerado intenso debate no cenário político e econômico do país. Enquanto defensores da proposta argumentam que a medida traria mais qualidade de vida aos trabalhadores, representantes do setor industrial alertam que a implementação sem um planejamento adequado pode ter efeitos negativos sobre o emprego formal.
Para o gerente trabalhista da Fiemg, pequenas e médias empresas são as mais vulneráveis às mudanças propostas pela PEC 6x1, pois operam com margens de lucro mais estreitas e menor capacidade de adaptação a novas exigências legais. A entidade defende que qualquer alteração na legislação trabalhista deve ser precedida de ampla discussão com o setor produtivo. A Fiemg reforça que o impacto da PEC 6x1 precisa ser avaliado com cautela, levando em consideração as particularidades de cada segmento da economia. A federação se posiciona a favor do diálogo entre governo, trabalhadores e empresários para encontrar soluções que equilibrem os direitos dos empregados com a sustentabilidade dos negócios.