Diarista pede perdão à família de idosos e diz que não tem "nenhum juízo"

Foto: Reprodução
Diarista presa em Itabira por matar casal de idosos em BH confessa o crime e diz que "não tem nenhum juízo"
A diarista Paola Stefany Neto, de 30 anos, presa na madrugada desta quinta-feira (2/7) suspeita de matar um casal de idosos durante um latrocínio no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, confessou o crime e afirmou estar arrependida. Segundo o delegado Gustavo Barletta, responsável pelas investigações, Paola Stefany disse que "não tem nenhum juízo" e pediu perdão à família das vítimas.
A prisão ocorreu em um hotel no centro de Itabira, na região Central de Minas Gerais. No momento da abordagem, ela estava acompanhada do filho, de 6 anos. De acordo com Barletta, a suspeita não resistiu à prisão e já esperava ser localizada. "Ela estava bastante emocionada, muito chorosa, abraçada ao filho na cama e não resistiu à prisão. Disse que já esperava ser encontrada pela Polícia Civil diante da grande repercussão do caso", afirmou o delegado.
Ainda segundo Barletta, durante o interrogatório Paola Stefany demonstrou arrependimento e afirmou que "não tenho nenhum juízo". "Ela inclusive disse que pedia perdão à família das vítimas e que agora quer tentar reerguer a vida dela", relatou o delegado.
Em depoimento à Polícia Civil (PCMG), Paola Stefany contou que foi contratada para realizar um serviço de limpeza na casa das vítimas, mas decidiu cometer o crime após ver dinheiro, joias e relógios no imóvel. Segundo a investigação, antes dos assassinatos ela dopou o casal colocando quatro comprimidos de um medicamento psiquiátrico em um suco preparado pela idosa. Cerca de 40 minutos depois, quando as vítimas já estavam sonolentas, iniciou os ataques. "Ela alegou que foi até a residência para fazer um serviço de limpeza. Enquanto limpava o quarto do casal, viu dinheiro, joias e relógios e decidiu cometer o crime patrimonial", explicou Barletta.
O delegado afirmou ainda que Paola Stefany disse ter sido motivada por um "surto psicótico" e por "vozes". "Perguntei mais de uma vez por que retirar a vida dessas pessoas de forma tão cruel. Ela respondeu que nunca tinha visto as vítimas antes e alegou que, por causa de um surto psicótico e de vozes, decidiu que, além de furtar os objetos, deveria matar o casal", disse.
O filho de 6 anos de Paola Stefany estava no quarto do hotel no momento da prisão e, segundo o delegado Gustavo Barletta, ficou bastante assustado com a chegada dos policiais. A equipe tentou tranquilizar a criança, que se acalmou durante o deslocamento para Belo Horizonte e chegou a dormir na viagem. Após a chegada ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o menino foi entregue aos familiares, que ficaram responsáveis pelos cuidados com a criança.