Oriente Médio pressiona dólar em alta no Brasil

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Ataques do Irã no Estreito de Ormuz elevam aversão ao risco e impulsionam o dólar no mercado brasileiro
O dólar comercial abriu a terça-feira (7/7) em alta moderada no mercado à vista, em relação ao fechamento da segunda-feira (6/7). O movimento reflete o clima de forte cautela que tomou conta dos investidores globais nas primeiras horas do dia, em reação a novos focos de instabilidade no cenário internacional que afetaram o humor das principais bolsas.
A aversão ao risco ganhou força após ataques perpetrados pelo Irã contra navios que atravessavam o Estreito de Ormuz na noite de segunda-feira. O episódio gerou desconfiança imediata sobre a sustentabilidade do acordo de paz entre o país e os Estados Unidos, provocando uma corrida global em direção a ativos considerados mais seguros. No Brasil, a pressão compradora se refletiu cedo nas mesas de câmbio.
O clima de apreensão também ecoou sobre outras moedas fortes no país, embora com intensidade menor. O euro comercial acompanhava o movimento positivo e registrava leve alta de 0,11%, cotado a R$ 5,8783, consolidando a postura conservadora dos operadores. Diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, os agentes financeiros deixaram o otimismo de lado e voltaram os olhos para a segurança da moeda americana. Esse movimento defensivo acabou se sobrepondo ao mercado de matérias-primas e ditou o ritmo das negociações cambiais no início do dia.
Nem mesmo a forte valorização nos preços do petróleo nesta manhã foi capaz de conter o avanço da moeda norte-americana. Tradicionalmente, o avanço da commodity energética dá impulso a moedas de economias emergentes ligadas ao setor, mas o temor de uma escalada militar no Oriente Médio falou mais alto e impulsionou o dólar.