A Odisseia de Nolan arrecada US$ 264 mi no primeiro final de semana

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A Odisseia estreia com bilheteria bilionária, desperta interesse pelo livro clássico e gera memes e polêmicas com Elon Musk
O filme "A Odisseia", dirigido por Christopher Nolan, estreou como um verdadeiro fenômeno cultural, arrecadando US$ 264,1 milhões (cerca de R$ 1,3 bilhão) em seu fim de semana de lançamento. A produção é promovida como o primeiro longa-metragem filmado inteiramente com câmeras IMAX de película 70mm, um formato que exige equipamentos específicos e está disponível em apenas algumas dezenas de cinemas no mundo. A rede americana Phoenix Theatres chegou a investir na restauração de um projetor de 70mm de 1969 e na reforma de uma sala em Ohio para exibir o filme, segundo o presidente Cory Jacobson.
Apesar da limitação do formato, "A Odisseia" também dominou as salas digitais convencionais, consolidando sua presença nas bilheterias globais. O impacto de "A Odisseia" se estendeu para além das telas. Plataformas de áudio registraram crescimento no interesse pela obra original: o Spotify reportou alta de 310% nas buscas pelo audiolivro, com maior procura entre a geração Z e os millennials. A ElevenReader, por sua vez, lançou uma versão narrada por voz gerada por inteligência artificial baseada na voz do ator Michael Caine. Nas redes sociais, "A Odisseia" gerou grande volume de memes. Internautas inundaram Instagram e TikTok com piadas sobre o queijo de cabra produzido pelo ciclope, a cena das sereias e referências a outros filmes de Matt Damon, que interpreta Odisseu.
O ator já viveu personagens que tentam voltar para casa em "O Resgate do Soldado Ryan", "Interestelar" e "Perdido em Marte", o que alimentou ainda mais as comparações bem-humoradas. Nem toda a repercussão, porém, foi festiva. A polêmica em torno do elenco, que já havia surgido antes do lançamento, ganhou novo fôlego com a estreia. Elon Musk liderou as críticas contra Nolan por escalar a atriz negra Lupita Nyong"o como Helena de Troia e o ator trans Elliot Page como o guerreiro grego Sinon.
O bilionário, que já havia atacado o filme meses antes, intensificou as críticas na última terça-feira (21) e prometeu lançar uma versão "melhorada" de "A Odisseia" com seu gerador de imagens por inteligência artificial, o Grok Imagine, ainda este ano. No mesmo dia, um usuário do X sugeriu que Musk doasse US$ 100 milhões (cerca de R$ 506 milhões) a Mel Gibson — conhecido por seu apoio ao presidente Donald Trump — para produzir uma adaptação "com navios, armaduras, armas e um elenco meticulosamente fiel à história". Musk respondeu: "Estou dentro". A "Odisseia" de Nolan, portanto, segue gerando debates muito além das salas de cinema.