Nova York enfrenta onda de calor extrema e pode impactar jogo do Brasil

Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Temperaturas podem chegar a 46ºC em Nova York e ameaçam eventos da Copa do Mundo e as comemorações do 4 de julho nos EUA
A costa leste dos Estados Unidos enfrenta uma onda de calor extrema nesta sexta-feira (3), com temperaturas que podem chegar a 45ºC em Nova York. O fenômeno ameaça interromper partidas da Copa do Mundo da Fifa e as celebrações do 250º aniversário da independência americana, previstas para o sábado (4). Enquanto o país se prepara para comemorar seu Dia Nacional, autoridades emitem alertas sobre as temperaturas extremas registradas em diversas cidades importantes da costa leste.
Somada à alta umidade, a sensação térmica deve alcançar os 40ºC em Boston e na Filadélfia, e os 45ºC na capital, Washington D.C. "Este nível de calor pode ser mortal para quem não tiver ar-condicionado adequado e não se mantiver adequadamente hidratado", advertiu o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) do estado de Nova York. Na cidade mais populosa dos Estados Unidos, o prefeito Zohran Mamdani reforçou o alerta nesta sexta-feira pela manhã: "espera-se que hoje atinja o auge da onda de calor, com temperaturas que podem chegar a 46ºC".
Ele ainda pediu à população: "Mantenham-se frescos, alertas e cuidem de seus vizinhos". Esta "perigosa onda de calor sem precedentes" afeta a metade oriental dos Estados Unidos desde o meio da semana e deve continuar ao longo da costa leste até o sábado (4), acompanhada de fortes tempestades elétricas. No dia anterior, o calor já havia batido recordes para 2 de julho em Washington e Boston, e as temperaturas mal baixaram durante a noite. Em Washington D.C., a realização de um grande show em frente ao Capitólio está em risco, e a abertura pública das festividades de sábado foi adiada por várias horas.
Na Filadélfia, onde Paraguai e França se enfrentarão no sábado pelas oitavas de final, o estádio não possui climatização. Antes disso, Argentina e Cabo Verde já poderiam sentir os efeitos do calor em Miami, onde o estádio tem um grande teto, mas não possui ar-condicionado. Às 18h locais, horário de início da partida, espera-se uma sensação térmica de 38ºC. As autoridades demonstram preocupação não apenas com a intensidade da onda de calor, mas também com sua duração e com as altas temperaturas noturnas, que podem afetar a saúde de pessoas vulneráveis e danificar a infraestrutura.
Na quinta-feira (2), a rede elétrica do estado de Nova York enfrentou problemas, e as autoridades pediram aos residentes que reduzissem imediatamente seu consumo para evitar cortes de luz. Embora a maioria dos prédios nos Estados Unidos conte com sistemas de ar-condicionado, as ondas de calor causam mais mortes no país do que furacões e inundações. Em todo o mundo, esses eventos climáticos extremos são cada vez mais intensos e frequentes devido às mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. A onda de calor recorde que atingiu recentemente grande parte da Europa é um exemplo claro dessa tendência.