Nikolas Ferreira ironiza Lula após tarifa de 25%: "Make the L"

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Deputado compartilhou publicação de Marco Rubio que responsabiliza Lula pelo tarifaço norte-americano de 25% sobre produtos brasileiros
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou, nesta quinta-feira (16/7), o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após os Estados Unidos anunciarem a taxação de 25% sobre os produtos brasileiros. Em resposta ao anúncio, o parlamentar compartilhou uma publicação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, que responsabilizou diretamente o governo petista pelo tarifaço, e escreveu apenas: "Make the L".
A publicação de Nikolas Ferreira repercutiu rapidamente nas redes sociais, em meio às declarações de Rubio, que afirmou no início da madrugada desta quinta-feira que o governo Lula não negociou de "boa-fé" com os norte-americanos sobre a aplicação das tarifas. "Hoje, o presidente Trump determinou que o USTR imponha uma tarifa de 25% sobre a maioria das importações brasileiras. Não haja confusão sobre o motivo: o presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", disse o secretário de Estado. Rubio também criticou as políticas econômicas do petista, classificando-as como prejudiciais tanto para os americanos quanto para os brasileiros. "No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", destacou.
Além de Nikolas Ferreira, o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) utilizou a postagem de Rubio para atacar o governo federal. "Estamos em um avião sem piloto", disparou o senador, que foi além em suas críticas: "O Biden brasileiro está ranzinza, inconsequente e se tornou um perigo para a nossa nação. Quem olha pro Lula não enxerga futuro. Enxerga passado, atraso, incerteza, desconfiança, corrupção, incompetência, vingança… Chega!", afirmou.
A postura de Flávio Bolsonaro, no entanto, gerou controvérsia. Apesar do discurso público de "negociação das tarifas", o senador defendeu, no último dia 7, em audiência pública nos EUA, que o tarifaço aos produtos brasileiros fosse adiado para depois das eleições brasileiras, argumentando que a medida poderia favorecer eleitoralmente o presidente Lula. "O Brasil realizará eleições presidenciais em outubro. Em apenas 90 dias, o cenário político do país mudará completamente, e impor agora uma tarifa, que seria difícil de reverter, recompensaria os responsáveis pelas ações em questão", afirmou na ocasião.
Em entrevista a jornalistas logo após a audiência, Flávio Bolsonaro recuou e passou a defender o cancelamento completo do tarifaço, e não mais o adiamento. "Quem quer a tarifa é o Lula, então a gente tem que usar os argumentos políticos aqui. [Quero] cancelamento, eu não quero tarifa para o Brasil. Só quem quer tarifa é o Lula", declarou o senador. O anúncio da tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros marca um novo capítulo nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, com a oposição brasileira aproveitando o momento para intensificar as críticas ao governo Lula, enquanto o Secretário de Estado norte-americano atribui diretamente ao presidente petista a responsabilidade pelo impasse nas negociações.