Maduro participa de nova audiência nesta quarta-feira em Nova York

-Trump divulga foto de Nicolás Maduro vendado e algemado-
Ex-presidente venezuelano comparece à terceira audiência desde sua captura em janeiro; julgamento pode começar em junho de 2027
O ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, deve comparecer a um tribunal de Nova York nesta quarta-feira (22) para sua terceira audiência desde que foi capturado pelo Exército dos Estados Unidos em janeiro. A sessão deve se concentrar em questões processuais relacionadas ao andamento do caso.
Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, estão detidos em uma prisão no Brooklyn desde a operação militar e aguardam julgamento por tráfico de drogas e outras acusações. As partes pretendem solicitar que o início do julgamento seja marcado para junho de 2027, conforme carta enviada na terça-feira ao juiz federal responsável pelo caso, Alvin Hellerstein, pelo promotor Jay Clayton.
A captura do casal
As forças militares dos EUA capturaram Maduro e Cilia Flores em Caracas no dia 3 de janeiro, em uma operação que combinou forças navais, aéreas e terrestres. A ação resultou na deposição do líder que governava a Venezuela desde 2013.
Desde então, sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, atua como presidente interina e estreitou laços com os Estados Unidos, que controlam efetivamente as exportações do petróleo venezuelano, cuja receita é depositada em contas especiais supervisionadas por Washington.
Após uma disputa com Caracas, Washington permitiu, em abril, que a Venezuela arcasse com os custos da defesa jurídica de Nicolás Maduro e Flores, algo que antes estava proibido pelas sanções americanas. O casal havia tentado arquivar seus processos, argumentando que o bloqueio do financiamento violava o direito, consagrado na Constituição dos EUA, de contar com um advogado de sua escolha.
Nicolás Maduro se autodenomina um "prisioneiro de guerra" e se declarou inocente das quatro acusações que enfrenta: conspiração para cometer "narcoterrorismo", conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos explosivos, e conspiração para possuir metralhadoras e dispositivos explosivos.
A audiência desta quarta-feira representa mais um passo no processo judicial que envolve o ex-mandatário venezuelano, com o julgamento formal ainda previsto para daqui a quase dois anos.