Live-action de Moana chega aos cinemas

Foto: Divulgação
Novo live-action de Moana chega aos cinemas dez anos após a animação original, com Dwayne Johnson e a estreante Catherine Laga"aya
O live-action de "Moana", animação da Disney sobre uma jovem princesa polinésia que luta para salvar seu povo, chega aos cinemas dez anos após o lançamento do original. Os produtores já sabem o que esperar: boas bilheterias e críticas sobre a falta de criatividade do estúdio, que insiste em reciclar seus próprios materiais. O filme estreia nesta quinta-feira (9) nos cinemas com uma atriz desconhecida no papel principal e o onipresente Dwayne Johnson dando corpo ao semideus Maui — personagem que ele já dublou nos dois desenhos da franquia.
A produção confirma as expectativas: deve conquistar crianças menores ao reproduzir fielmente a história da animação, mantendo também o formato musical. A Disney aposta no live-action de "Moana" para recuperar as boas bilheterias que a estratégia de substituir personagens animados por atores reais já trouxe no passado. Quando o estúdio começou a explorar esse recurso, colheu sucessos expressivos. Em 2019, "O Rei Leão" faturou muito, assim como "Aladdin", que deve parte do êxito à presença de Will Smith, então no auge da popularidade antes do episódio do Oscar.
Nos últimos anos, porém, o público pareceu menos entusiasmado com as adaptações de "A Pequena Sereia", "Branca de Neve" e "Lilo & Stitch" — ainda assim uma das maiores bilheterias de 2025. Para o estúdio, "Moana" parece ter mais potencial para retomar cifras expressivas. Não há como negar o esforço na nova produção, desenvolvida sob o comando de Johnson. O ator chegou a abandonar outros dois projetos para se dedicar ao filme, e o resultado é um nível técnico impressionante, com uma avalanche de belas cenas submarinas. Há também boa química entre Johnson e a novata Catherine Laga"aya, que sustentam o filme.
Em boa parte do tempo, os dois contracenam sozinhos, com exceção da companhia de um galo atrapalhado. Moana e Maui cruzam oceanos em um pequeno barco para devolver uma pedra sagrada a uma deusa, com o objetivo de interromper a maldição que tem destruído a ilha onde o povo da garota vive. Na jornada, os personagens enfrentam perigos variados, que vão de um enorme monstro de lava a uma frota de navios piratas formada por criaturas perigosas, cada uma lembrando um coco. As lutas sobre as ondas garantem entretenimento, mas há espaço para reclamações.
As cenas musicais são excessivas e dispensáveis. O início da narrativa, que precisa resumir a origem do mundo segundo o povo de "Moana", torna o começo do filme excessivamente verborrágico. Para piorar, tudo é contado de forma lenta e arrastada, talvez pelo receio de que as crianças menores não compreendessem o enredo. O filme também é fraco no que diz respeito aos personagens animais que costumam seduzir a plateia e garantir a venda de pelúcias. "Moana" tem um porquinho que aparece muito pouco, e o galo que acompanha a menina nas viagens de barco é um personagem insosso, de personalidade indefinida — um equívoco do roteiro. Sem um ritmo constante e com sequências sonolentas, o "Moana" de carne e osso dificilmente deve repetir a adesão do público que, dez anos antes, garantiu o sucesso da animação. E quem é fã do gênero e espera por mais criatividade da Disney vai continuar esperando. "Moana" está em cartaz nos cinemas, classificação indicativa de 10 anos. O elenco conta com Catherine Laga"aya, Dwayne Johnson e John Tui. A produção é americana, de 2026, com direção de Thomas Kail. Avaliação: regular.