Empresas de Minas Gerais têm R$ 21,7 bilhões em dívidas negativadas

© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
Empresas em Minas Gerais acumulam dívidas negativadas e cada CNPJ registra, em média, sete débitos em atraso no valor de R$ 24,4 mil
O volume financeiro das dívidas negativadas em Minas Gerais registrou um salto expressivo, passando de R$ 15,5 bilhões para R$ 21,7 bilhões na comparação entre maio de 2025 e maio de 2026. De acordo com a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, cada empresa inadimplente passou a acumular, em média, sete dívidas em atraso, com valor médio de R$ 24,4 mil por CNPJ.
O cenário reflete os efeitos de um ambiente prolongado de juros elevados combinado à desaceleração da atividade econômica no estado. Além do endividamento das empresas, Minas Gerais também concentra atenções no setor de infraestrutura. A Agência Nacional de Transportes Terrestres recebeu, na última quarta-feira, dia 1º, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental para a duplicação de 74 quilômetros da BR 381, no Leste do estado. O material foi entregue pela concessionária Nova 381, com estimativa de custo de R$ 1,4 bilhão para as obras e prazo de conclusão de até seis anos após a aprovação.
A avaliação técnica servirá de base para decidir sobre a incorporação da obra ao contrato de concessão, escopo que não estava previsto na autorização original de dezembro de 2025. O trecho em questão conecta Belo Oriente a Governador Valadares, região de grande importância logística para o estado. No setor de combustíveis, Minas Gerais também apresentou movimentos relevantes nos primeiros cinco meses de 2026. As distribuidoras comercializaram 7,2 milhões de metros cúbicos entre janeiro e maio, desempenho abaixo da média nacional. O principal fator que pesou sobre os números foi a queda de 12,7% nas vendas de etanol, reflexo de uma mudança na preferência dos motoristas.
A gasolina avançou 9,3% no acumulado do período, passando a oferecer melhor relação custo-benefício aos consumidores, segundo especialistas do setor. O consumo total de combustíveis, no entanto, permaneceu praticamente estável na comparação com o mesmo período do ano anterior. O conjunto desses indicadores traça um panorama econômico complexo para Minas Gerais, marcado pelo aumento do endividamento empresarial, investimentos em infraestrutura viária e mudanças no comportamento de consumo de combustíveis no estado.