Polícia analisa imagens de prédio onde Capitã Michele Leão foi morta

DHPP analisa imagens do prédio onde a capitã Michele Leão Azevedo foi morta em BH para identificar testemunhas da festa
A equipe do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) analisa, nesta quinta-feira (23/7), as imagens das câmeras de segurança do prédio onde a capitã Michele Leão Azevedo foi morta na última segunda-feira (20/7), no bairro Santa Cruz, na região Nordeste de Belo Horizonte. O companheiro dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, a levou já sem vida ao Hospital Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão. Segundo apurou a reportagem, os investigadores buscam identificar quem entrou e quem saiu do apartamento desde o final de semana até a segunda-feira.
A festa que ocorreu no local teria envolvido sexo, uso de drogas e bebida alcoólica, com a presença de diversas pessoas. Imagens obtidas pela reportagem mostram que uma mulher deixou o prédio correndo por volta das 3h55. Mais de sete horas depois, um homem saiu do local após manusear dois telefones por cerca de dois minutos. Ao acessar a rua, ele descartou algo em uma caçamba que estava em frente ao imóvel. O sargento só levou Michele Leão Azevedo para atendimento médico às 21h25. A Polícia Civil informou que não fará comentários oficiais sobre o caso, pois as investigações correm em sigilo.
No entanto, interlocutores disseram à reportagem que o objetivo da análise desta quinta-feira é listar todas as possíveis testemunhas que estavam na festa ou que visitaram o apartamento do casal naquele dia. As agressões que teriam resultado na morte da capitã Michele Leão Azevedo, da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), podem ter começado na presença de convidados durante a festa. "O que nos foi passado é que uma pessoa presente na festa teria presenciado o início das agressões na frente dos demais convidados", afirmou, sob condição de anonimato, uma fonte ligada às investigações.
A reportagem também apurou que amigos do casal de militares estariam com medo de se apresentar voluntariamente à Polícia Civil. "Eles manifestaram o interesse de serem intimados, pois temem que o suspeito pense que estão tentando "derrubá-lo". O que nos foi informado é que os convidados estão bastante assustados com o ocorrido", completou a fonte. As investigações seguem em andamento enquanto o DHPP trabalha para identificar todas as pessoas presentes na festa e reconstruir a sequência de eventos que levou à morte de Michele Leão Azevedo.