Messi e Yamal disputam protagonismo na final entre Espanha e Argentina

Lamine Yamal e Lionel Messi são as referências técnicas de Espanha e Argentina na grande decisão da Copa do Mundo - Créditos: Montagem sobre fotos da Fifa
Argentina e Espanha se enfrentam na final da Copa 2026; Messi busca o bicampeonato enquanto Lamine Yamal quer se consagrar
Espanha e Argentina se enfrentam neste domingo (19/7) na grande final da Copa do Mundo 2026, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, às 16h (horário de Brasília).
O duelo promete ser histórico: de um lado, Lionel Messi pode conquistar seu segundo título mundial consecutivo aos 39 anos; do outro, o jovem Lamine Yamal, de 19 anos, busca se consagrar como um dos mais jovens protagonistas campeões da história do torneio.
As duas seleções já eram apontadas como favoritas antes mesmo do início do Mundial. A Argentina, moldada pelo técnico Lionel Scaloni para funcionar em torno de Messi, chega à final como atual campeã mundial e sul-americana. A Espanha, sob o comando de Luis de la Fuente, conquistou a última Eurocopa apostando em uma base jovem e repete essa fórmula no Mundial.
O enredo entre os destaques de cada seleção tem uma ironia especial. Em 2007, Messi e Yamal já estiveram juntos em uma campanha publicitária, na qual o argentino deu um "banho" no espanhol ainda criança. Agora, os papéis se invertem em campo, e a história é outra.
Messi, um dos maiores ídolos do Barcelona, influenciou diretamente boa parte dos jogadores da atual seleção espanhola, incluindo o próprio Yamal, que segue os passos do argentino tanto na seleção quanto no clube catalão.
A campanha da Espanha
Ao lado de peças-chave como o goleiro Unai Simón, o lateral Cucurella, o meio-campista Rodri e o atacante Oyarzabal, Lamine Yamal tem sido um dos pilares da trajetória espanhola.
A Espanha chega à final ostentando 38 partidas de invencibilidade, com o controle da posse de bola e a solidez defensiva como suas principais virtudes. No torneio, a equipe venceu seis partidas, empatou uma e foi vazada apenas uma vez, registrando a melhor defesa da competição.
A campanha da Argentina
Com uma base de jogadores mais veteranos, a Argentina teve uma trajetória marcada por maiores "adversidades" nesta Copa. Ainda assim, mostrando muito futebol e resiliência, chega à disputa de sua sétima final de Mundial em busca do quarto título, com uma campanha perfeita: sete vitórias e 19 gols, o ataque mais eficiente do torneio.
Não há como falar da campanha dos hermanos sem exaltar a grandiosidade de Messi. Decisivo para as vitórias argentinas, com oito gols e quatro assistências, o camisa 10 disputará sua terceira final de Copa, igualando o recorde de Cafu.
Além disso, ampliará sua marca histórica de jogos disputados em Mundiais, chegando a 34, e tentará aumentar seus recordes como maior artilheiro (21 gols) e maior assistente (13) da história das Copas.
Curiosamente, esta será a primeira vez que Messi disputará um jogo oficial contra a Espanha, país onde viveu por duas décadas após chegar ao Barcelona com apenas 13 anos e onde ainda mantém a cidadania. Pode ser o cenário perfeito para a consagração daquele que já é comparado por muitos a Pelé como o maior jogador de futebol de todos os tempos.
Retrospecto equilibrado
O histórico entre Espanha e Argentina é extremamente equilibrado, com seis vitórias para cada lado e dois empates.
O único confronto entre as duas seleções em Copas do Mundo aconteceu há 60 anos, quando a Argentina venceu por 2 a 1 na fase de grupos do Mundial de 1966, na Inglaterra.
Arbitragem inédita
A final do Mundial 2026 também será marcada por um fato inédito na arbitragem. A Fifa escalou o esloveno Slavko Vincic para comandar a partida, tornando-o o primeiro árbitro de seu país a apitar uma decisão de Copa do Mundo.
Com 46 anos, Vincic estreou em Mundiais na edição de 2022, no Catar. Nesta Copa, já atuou em três partidas: Brasil 1x1 Marrocos, Argélia 2x1 Jordânia e México 2x0 Equador.
Na final, terá como assistentes os compatriotas Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič, enquanto o VAR ficará sob o comando do alemão Bastian Dankert.
Casa cheia e shows no intervalo
Como já ocorreu em praticamente todos os jogos da Copa 2026, a expectativa é de que o MetLife Stadium esteja com lotação máxima para a final.
Mais de 80 mil torcedores devem comparecer ao estádio a céu aberto, incluindo o presidente americano Donald Trump, cuja presença já havia sido antecipada por Gianni Infantino, presidente da Fifa.
Outras dezenas de milhares de pessoas são esperadas para assistir à transmissão da partida no Central Park, em Manhattan, Nova York, além de outros pontos do país.
O intervalo da final contará com shows de Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber, seguindo o modelo utilizado no Super Bowl.
Inicialmente, a intenção era estender o intervalo para 26 minutos por conta das apresentações, mas a Fifa determinou "apenas" dois minutos a mais além dos 15 habituais, totalizando 17 minutos de espetáculo.
A curadoria e participação ficam a cargo de Chris Martin, vocalista do Coldplay, com participações de Burna Boy, do maestro Gustavo Dudamel e do coro infantil PS22.
Transmissão
O duelo entre Espanha e Argentina terá transmissão ao vivo pela Globo e STB (TV aberta), SporTV (TV fechada), Cazé TV, N Sports e GeTV (streaming).
Ficha técnica
Espanha x Argentina — Final da Copa do Mundo 2026
Local: MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Slavko Vincic (Eslovênia)
Assistentes: Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič (Eslovênia)
VAR: Bastian Dankert (Alemanha)
Transmissão: Globo e STB (TV aberta), SporTV (TV fechada), Cazé TV, N Sports e GeTV (streaming)
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte e Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo e Baena (Nico Williams); Lamine Yamal e Oyarzabal. Técnico: Luís de la Fuente.
Argentina: Emiliano Martínez; Molina, Romero, Lisandro Martínez e Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, De Paul, Mac Allister e Messi; Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
A final entre Espanha e Argentina promete ser um dos capítulos mais marcantes da história das Copas do Mundo. Seja pela possível consagração de Messi como bicampeão mundial aos 39 anos, seja pela ascensão de Lamine Yamal como novo fenômeno geracional, o duelo no MetLife Stadium vai muito além de um simples jogo de futebol.