Final da Copa reúne duelo que pode consagrar recordes históricos

A taça da Copa do Mundo - Foto: FABRICE COFFRINI
Argentina e Espanha se enfrentam neste domingo pelo título da Copa do Mundo, com Messi mirando superar Mbappé na artilharia
A grande final da Copa do Mundo está marcada para este domingo (19), às 16h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Espanha e Argentina se enfrentam em busca de títulos e recordes históricos.
De um lado, a Espanha tenta conquistar o mundo pela segunda vez; do outro, Messi e companhia buscam a quarta estrela argentina e a façanha de vencer dois Mundiais consecutivos.
Messi chega à decisão como um dos principais destaques do torneio, com oito gols marcados. O camisa 10 argentino tem como obstáculo pessoal superar o artilheiro Mbappé, que soma dez gols na competição, e se tornar o maior goleador desta edição da Copa do Mundo.
Os protagonistas da decisão
A Espanha aposta no jovem Lamine Yamal, de 19 anos, em busca de sua primeira conquista mundial. O volante e capitão Rodri é outro pilar fundamental de uma equipe que cedeu apenas um gol ao longo de todo o torneio.
A seleção europeia ainda entra em campo com um recorde de 37 partidas invictas, e uma vitória neste domingo elevaria essa marca para 38, tornando-se um feito inédito na história do futebol.
Já a Argentina, atual campeã, tem a chance de igualar um feito alcançado apenas pelo Brasil: conquistar dois títulos mundiais de forma consecutiva, repetindo o que a Seleção Brasileira fez entre 1958 e 1962.
O jogo que encerra a maior Copa do Mundo da história
Esta partida será o jogo de número 104 do torneio, encerrando a edição mais grandiosa da história da competição. Foi a primeira Copa do Mundo com 48 seleções participantes e também a primeira a ser disputada em três países diferentes: Canadá, Estados Unidos e México.
No retrospecto entre as duas seleções, são 14 confrontos no total, com seis vitórias para cada lado e dois empates.
O último duelo foi uma goleada espanhola por 6 a 1, em amistoso realizado em 2018. O único encontro em Copa do Mundo aconteceu em 1966, com vitória argentina por 2 a 1.
Colônia x Colonizador
A final também carrega um peso histórico singular: pela primeira vez, um país colonizado disputará a decisão do Mundial diretamente contra seu colonizador.
Os registros históricos apontam que a Argentina conquistou a independência da Espanha em 9 de julho de 1816, e agora, 210 anos depois, busca conquistar a quarta estrela diante da ex-metrópole.
O show do intervalo
A organização da Copa do Mundo confirmou que o intervalo entre os dois tempos terá duração de 17 minutos.
A montagem e desmontagem do palco será realizada em seis minutos, enquanto os outros 11 estão reservados para as atrações musicais.
O show contará com nomes como Madonna, Shakira, BTS, Justin Bieber, Burna Boy, Coldplay, Gustavo Dudamel e PS22 Chorus, além dos Muppets, em uma apresentação inspirada no formato do Super Bowl.
O detalhe curioso é que a duração do intervalo contraria o próprio regulamento da Fifa para a Copa do Mundo. O artigo 36.1 determina que todas as partidas sejam disputadas seguindo as regras da Internacional Football Association Board (IFAB), enquanto o artigo 36.5 estabelece que os jogadores têm direito a um intervalo de 15 minutos entre os dois tempos.
Como chega a Espanha
A Espanha acumula seis vitórias e um empate no torneio. O surpreendente empate na estreia, diante de Cabo Verde, foi seguido de uma sequência de seis triunfos consecutivos.
A equipe sofreu apenas um gol em toda a competição, quando o goleiro Unai Simón foi vazado nas quartas de final contra a Bélgica, na vitória por 2 a 1.
O time marcou 12 gols no total e chegou à final praticando o futebol tradicional espanhol, com controle de bola e intensa circulação pelo campo.
Após o 0 a 0 na estreia, venceu Arábia Saudita (4 a 0), Uruguai (1 a 0), Áustria (3 a 0), Portugal (1 a 0), Bélgica (2 a 1) e França (2 a 0).
Como chega a Argentina
A Argentina chega à final com 100% de aproveitamento: sete vitórias em sete partidas, ainda que com roteiros dramáticos ao longo do caminho.
O time comandado por Lionel Scaloni venceu Argélia (3 a 0), Áustria (2 a 0) e Jordânia (3 a 1) na fase de grupos.
A partir daí, as classificações contra Cabo Verde, Egito, Suíça e Inglaterra foram marcadas por viradas incríveis e partidas desgastantes.
Messi, com oito gols marcados, é o principal destaque da equipe. A Argentina marcou 19 gols e sofreu sete ao longo do torneio, e o camisa 10 vai em busca de superar Mbappé na artilharia da competição.
Dúvidas nas escalações
O técnico da Espanha, Luis de la Fuente, deve repetir a formação utilizada na semifinal. Fabián Ruiz e Dani Olmo devem seguir formando o meio-campo ao lado de Rodri, deixando Pedri no banco de reservas.
Já a Argentina ainda tem dúvidas na escalação. Lionel Scaloni avalia quem será o titular na lateral direita, entre Molina e Montiel, e no meio-campo, onde Simeone, De Paul e Thiago Almada disputam uma vaga.
As prováveis escalações são:
Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Laporte, Cucurella; Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo; Lamine Yamal, Baena e Oyarzabal. Técnico: Luis de la Fuente.
Argentina: Dibu Martínez; Molina (Montiel), Cuti Romero, Lisandro Martínez, Tagliafico; Paredes, Enzo Fernández, Mac Allister, Simeone (De Paul ou Almada); Messi e Julián Álvarez. Técnico: Lionel Scaloni.
A partida será transmitida pelo Globoplay, CazéTV, N Sports, TV Globo e SBT.
A arbitragem será comandada pelo esloveno Slavko Vinčić, com assistência de Tomaž Klančnik e Andraž Kovačič, ambos da Eslovênia. O VAR ficará a cargo do alemão Bastian Dankert.
Espanha e Argentina entram em campo neste domingo para escrever mais um capítulo na história do futebol mundial.
De um lado, a busca pelo segundo título espanhol e pela manutenção de um recorde invicto histórico; do outro, Messi e a Argentina em busca da quarta estrela e de um feito que só o Brasil conseguiu realizar.