Merino vê Messi como "desafio maiúsculo"

Foto: Fifa/Reprodução
Meio-campista espanhol fala sobre a missão de conter o craque argentino na final da Copa do Mundo em East Rutherford
O meio-campista espanhol Mikel Merino afirmou nesta sexta-feira (17) que neutralizar Lionel Messi será um "desafio maiúsculo" para a Espanha na final da Copa do Mundo contra a Argentina. A declaração foi feita em entrevista coletiva realizada em East Hanover, Nova Jersey, onde a seleção espanhola se prepara para o confronto decisivo. Messi chega à final como um dos artilheiros do torneio, com oito gols, ao lado do francês Kylian Mbappé.
O craque argentino foi peça fundamental na vitória da "Albiceleste" sobre a Inglaterra por 2 a 1 na semifinal, demonstrando que, aos 39 anos, segue em alto nível. "Um desafio maiúsculo, uma motivação incrível para mim e para nós. Poder jogar contra uma seleção como a Argentina, que já ganhou a Copa antes, faz com que o jogo seja ainda mais importante e estou muito feliz de poder viver este momento", disse Merino durante a coletiva. Apesar de começar como reserva, o meia de 30 anos foi decisivo nas vitórias espanholas sobre Portugal (1 a 0) nas oitavas de final e contra a Bélgica (2 a 1) nas quartas.
Sobre seu papel na equipe, Merino demonstrou confiança: "Tenho uma confiança incrível em mim mesmo e nas minhas possibilidades, e toda vez que entro em campo acredito que vou poder causar um impacto na equipe. Mas honestamente, espero que qualquer um seja o herói. No final das contas, o importante é que a equipe vença". O jogador do Arsenal classificou a final contra a Argentina, marcada para o próximo domingo em East Rutherford, como "um jogo intenso". Sobre a estratégia da equipe, Merino comentou: "Acreditamos que, quanto menos tempo a bola ficar com cada um de nós, menos tempo o adversário terá para cometer faltas".
Merino também abordou a questão da fumaça proveniente dos incêndios florestais no Canadá, que tem afetado a região de Nova Jersey nos últimos dias e gerado preocupação entre as autoridades locais quanto aos possíveis impactos à saúde. "É verdade que dá para sentir um pouco o cheiro, dá para perceber e ver a fumaça, mas diante de um jogo tão importante quanto uma final de Copa do Mundo, você precisa tentar ignorar ao máximo os fatores externos", explicou o meia.
Quando questionado sobre a final de 2010, na África do Sul, quando a Espanha conquistou seu primeiro título mundial ao vencer a Holanda na prorrogação (1 a 0), Merino admitiu não ter "lembranças muito claras" de onde estava naquele momento. Ainda assim, o jogador recordou a admiração que sentia pelos campeões daquela geração. "Poder representar o país agora e ser esses mesmos jogadores para as novas gerações, para as crianças que nos assistem, é algo mágico", concluiu.