Polícia investiga morte a tiros de filhote de 7 meses em Contagem

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Tutores afirmam que a border collie Meg, de 7 meses, foi morta a tiros por vizinho após entrar em galinheiro em Nova Contagem
Os tutores de uma cachorra da raça border collie afirmam que a filhote de 7 meses, chamada Meg, foi morta a tiros por um vizinho após entrar em um galinheiro. O caso teria ocorrido na manhã da última quinta-feira (23/7), em um condomínio fechado no bairro Nova Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) no dia seguinte, e o caso está sendo investigado como crueldade contra animais. Na manhã da quinta-feira, o marido de Nívia Martins Jesus recebeu um vídeo do vizinho informando que as duas cachorras do casal — uma vira-lata preta e Meg, a filhote de border collie — haviam entrado no galinheiro dele. Na gravação, o homem mostra as cadelas e afirma que elas "arrebentaram" as galinhas. Em seguida, ele diz para o casal ver o que vai fazer e acrescenta: "Não estou querendo matar não, mas vão ver o que você faz aí". No mesmo vídeo, é possível ver o cano de uma arma que aparenta ser uma espingarda.
Em entrevista ao jornal O Tempo, Nívia contou que as cachorras sempre foram "fujonas", mas que nunca causaram problemas e são muito dóceis. Ela relata que, logo após receber o primeiro vídeo, seu marido ligou para o vizinho e se comprometeu a repor as galinhas mortas e a ressarcir qualquer prejuízo financeiro. No entanto, cerca de dez minutos depois da primeira conversa, o homem teria ligado novamente e os dois teriam começado a discutir. Segundo a tutora de Meg, em determinado momento o marido pediu para que o vizinho não matasse as cachorras, ao que ele respondeu: "Se eu matar vai dar o que pra mim?". "Logo em seguida, veio o vídeo com a Meg já morta. Como que uma border collie vai estar dentro de um galinheiro sem mexer? Só se ela estivesse dopada, e ele não a dopou. Ela estava imóvel, já com a linguinha para fora, morta. Foi onde tiramos a conclusão de que realmente ele a havia matado", desabafa Nívia.
Nas imagens seguintes, o homem mostra novamente a parte inferior do galinheiro. No local, é possível ver a outra cachorra da família acuada em um canto e, à sua frente, Meg deitada com a cabeça tombada. Ao fundo, o vizinho diz: "O que é que faz ó. Se eu mato ou o que?".
Logo após enviar a segunda gravação, o homem teria afirmado que Meg havia fugido para os fundos do terreno. Segundo Nívia, no dia seguinte, por volta das 10h, o vizinho a procurou dizendo que a filhote havia sido encontrada sem vida dentro de um poço de água, alegando que ela se afogou. A família, no entanto, não acredita nessa versão. "Foi uma maldade. Estou com o estado emocional tão abalado que não estou com vontade de voltar para casa para não ver as coisinhas dela", diz a tutora.
A família acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. Mesmo com os militares presentes, o homem se recusou a entregar o corpo da cadela. Conforme Nívia, em um primeiro momento ele teria ligado para o seu pai perguntando se a família iria buscar Meg, mas ao ver os policiais, recuou. "Quando o sargento estava lá ele ainda falou: "se for o caso eu dou outro cachorro para ele". Eu não quero outro cachorro. Ela tinha um valor emocional para mim, outro cachorro não vai cobrir isso". Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que instaurou um inquérito policial para investigar o caso. Em nota, a corporação afirmou que diligências foram designadas para apurar os fatos denunciados pela família.