Marinha do Brasil desmobiliza hospital na Venezuela

Foto: X/Reprodução
Cerca de 100 militares brasileiros deixaram a Venezuela após quase um mês de atendimentos às vítimas dos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5.
A Marinha do Brasil desmobilizou o hospital de campanha instalado na Venezuela para atender as vítimas dos dois terremotos que devastaram o país no mês passado. A estrutura havia sido montada no dia 27 de junho e foi encerrada neste fim de semana, após quase um mês de operações humanitárias. Nesta segunda-feira (20), cerca de 100 integrantes das Forças Armadas do Brasil deixaram o território venezuelano.
A previsão é de que os militares retornem ao Brasil na manhã desta terça-feira (21), encerrando oficialmente a missão. Durante a operação, a Marinha atuou em diferentes frentes de atendimento à população afetada. Nos primeiros dias após a tragédia, os militares concentraram esforços em atendimentos emergenciais, incluindo pequenas cirurgias, com foco nas áreas de trauma e ortopedia, atendendo diretamente as vítimas mais graves dos terremotos.
Em seguida, a missão expandiu sua atuação para atendimentos clínicos nas áreas de psicologia e psiquiatria, oferecendo suporte à saúde mental da população impactada pelo desastre. A Marinha também distribuiu gratuitamente medicamentos para doenças de tratamento contínuo, como diabetes e hipertensão, beneficiando moradores que tiveram o acesso a remédios interrompido pela catástrofe. A decisão de encerrar as atividades do hospital e desmobilizar a estrutura partiu do Governo do Brasil, que coordenou toda a operação humanitária no país vizinho.
Os dois tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a região de La Guaira e deixaram um rastro de destruição. Segundo dados atualizados divulgados pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, ao menos 5.119 pessoas morreram em decorrência dos sismos. O número de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.907 pessoas seguem desabrigadas. O governo venezuelano informou ainda que mais de 850 edifícios foram danificados e 190 desabaram completamente. Com a desmobilização do hospital, encerra-se a participação direta da Marinha do Brasil nas operações de socorro às vítimas dos terremotos na Venezuela. A missão, que durou quase um mês, combinou atendimento emergencial, suporte à saúde mental e distribuição de medicamentos à população afetada.