Endrick e Gabriely Miranda escolhem Kendrick como nome do filho

Endrick e Gabriely Miranda posam para foto de casamento - Foto: Reprodução
O nome do filho de Endrick gerou polêmica, mas a escolha do nome de um bebê vai muito além da opinião alheia
Toda vez que um famoso escolhe o nome do filho, a internet decide opinar. Desta vez, o alvo é o filho do jogador Endrick, que se chamará Kendrick. O casal formado pelo atleta de 19 anos e Gabriely Miranda, de 23 anos, realizou um luxuoso chá de bebê para celebrar a chegada do primeiro filho e revelar o nome escolhido. Não demorou para surgir uma chuva de críticas sobre a escolha, com alegações de que a criança "poderia sofrer bullying", questionamentos sobre o "americanismo" do nome ou sobre a brincadeira com o nome do pai. Mas será que todo esse "auê" era necessário? A verdade é que a escolha do nome do bebê é o primeiro grande desafio dos pais — e um dos mais importantes.
O nome acompanha uma pessoa por toda a vida. É a primeira palavra pela qual ela será reconhecida, chamada e lembrada, e muitas vezes já orienta como parte de sua identidade será construída. Por isso, chama tanta atenção. Embora seja possível alterá-lo no futuro, a infância e a adolescência dessa criança serão marcadas por esse nome e cercadas pelas expectativas e intenções de quem o escolheu. Todo nome carrega uma carga afetiva: pode homenagear um avô querido, eternizar uma amizade, resgatar uma tradição familiar ou simplesmente traduzir um sonho dos pais. Vale lembrar que o nome também faz parte do contexto social e cultural daquela família. O que pode não fazer sentido para alguém de fora, faz sentido para aquele núcleo familiar — e é isso que importa, pois é ali que a criança irá crescer.
Claro, desde que o nome não exponha a criança ao ridículo. E para evitar isso, existe lei. O que, definitivamente, não é o caso de Endrick e Gabriely. No Brasil, a escolha do nome é livre, mas há regras. A principal é a Lei de Registros Públicos (Lei nº 6.015/1973), alterada pela Lei nº 14.382/2022, que estabelece que toda pessoa tem direito ao nome, mas também determina que "o oficial de registro civil não registrará prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores." Isso porque o nome não é apenas uma escolha estética, mas um direito de personalidade, capaz de influenciar a dignidade, a identidade e até a forma como a pessoa será percebida socialmente. Nomear um filho é um ato de liberdade e de responsabilidade. O mais importante é que a escolha faça sentido para a família — e não para os comentários da internet.