BH: inflação sobe 1,29% em junho

Plano de saúde, automóvel novo e energia elétrica foram os principais responsáveis pela alta da inflação em Belo Horizonte no mês de junho
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo de Belo Horizonte, o IPCA-BH, registrou alta de 1,29% em junho de 2026, segundo dados da Fundação Ipead. O resultado representa uma desaceleração em relação ao levantamento anterior, que havia marcado 1,32%, mas uma aceleração significativa em comparação ao mês de maio, quando o índice ficou em 0,28%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-BH chegou a 4,23%. As maiores contribuições para a alta do IPCA-BH vieram de plano de saúde individual (0,20 p.p.), automóvel novo (0,18 p.p.) e tarifa de energia elétrica residencial (0,16 p.p.).
Do lado oposto, os itens que ajudaram a frear o índice foram vidro (-0,06 p.p.), café em pó (-0,03 p.p.) e jornal diário (-0,02 p.p.). Entre os itens com maior variação positiva no período, destacaram-se a tarifa de energia elétrica residencial (5,16%), o plano de saúde individual (5,11%) e excursões (4,51%). Já vidro (-14,71%), jornal diário (-14,37%) e passagem aérea (-7,34%) foram os que mais contribuíram para equilibrar o índice.
O grupo Alimentação subiu 0,46% no período, com destaque para a alimentação fora da residência, que avançou 1,03%, impulsionada especialmente pela alimentação em restaurante, com alta de 1,20%. Apesar disso, a maioria dos itens do grupo apresentou queda de preço em junho, incluindo alimentos in natura (-1,07%) e bebidas em bares e restaurantes (-0,62%).
O Índice de Preços ao Consumidor Restrito de Belo Horizonte, o IPCR-BH, que considera o consumo das famílias com renda de até cinco salários mínimos, cresceu 1,16% em junho. O resultado representa uma desaceleração em relação ao levantamento anterior, de 1,24%, mas uma aceleração frente a maio, quando o índice marcou 0,36%. No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCR-BH registrou alta de 3,97%. Para o IPCR-BH, a maior alta foi observada no grupo de itens pessoais, com variação de 1,74%. O grupo alimentação subiu 0,58%, enquanto os produtos não alimentares avançaram 1,33%. Os itens que mais contribuíram para a alta do índice foram a tarifa de energia elétrica residencial (0,24 p.p.), gasolina comum (0,11 p.p.) e plano de saúde individual (0,10 p.p.). As maiores contribuições negativas ficaram com café em pó (-0,03 p.p.), maçã gala (-0,02 p.p.) e jornal diário (-0,02 p.p.).