Interpol localiza casal suspeito de golpe em cafeicultores de Minas

© Arquivio/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Casal de brasileiros foi preso em Portugal após ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol por suspeita de golpe de R$ 1 milhão em produtores rurais de Minas Gerais
Um casal de brasileiros, com idades de 46 e 44 anos, foi preso em Portugal após ser incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Os dois são suspeitos de aplicar um golpe de aproximadamente R$ 1 milhão em produtores rurais de Orizânia, na Zona da Mata mineira, durante a safra de 2024. De acordo com a Polícia Civil, o esquema consistia na compra de grandes quantidades de café com promessa de pagamento posterior. Após comercializar a produção, o casal teria ficado com o dinheiro das vendas e fugido para Portugal, deixando os cafeicultores sem receber os valores combinados.
Segundo as investigações, os suspeitos adquiriram café de diversos produtores durante a safra de 2024 mediante a promessa de pagamento futuro. Os principais passos do esquema foram: - O casal comprou grandes volumes de café de produtores rurais de Orizânia, na Zona da Mata mineira, com a garantia de que os pagamentos seriam realizados posteriormente. - Após receber e comercializar toda a produção, os suspeitos ficaram com o dinheiro das vendas, sem repassar nenhum valor aos cafeicultores. - Com o prejuízo estimado em pelo menos R$ 1 milhão causado aos produtores, o casal fugiu para Portugal, dificultando as investigações.
A detenção ocorreu no dia 18 de junho, durante a operação "Expresso Atlântico", realizada com apoio da Polícia Federal brasileira e da Polícia de Segurança Pública portuguesa. A prisão, no entanto, só foi divulgada pela Polícia Civil na quarta-feira (1º). A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Divino e incluiu análise de documentos, levantamentos patrimoniais e migratórios. Conforme a corporação, as provas reunidas embasaram os pedidos de prisão preventiva, a inclusão dos investigados na Difusão Vermelha da Interpol e outras medidas cautelares autorizadas pela Justiça.
O delegado Thales Borges Muniz informou que o casal permanece custodiado em Portugal enquanto a polícia aguarda os trâmites necessários para a extradição dos suspeitos. A identidade dos investigados não foi divulgada pelas autoridades. O caso evidencia o impacto do golpe sobre os cafeicultores da região, que ficaram sem receber os valores pela produção entregue. Com a inclusão dos suspeitos na Difusão Vermelha da Interpol e a prisão já efetuada, as autoridades brasileiras aguardam agora a conclusão do processo de extradição para que os investigados respondam pelo crime no Brasil.