Inglaterra contém Haaland, vence e vai à semi com gols de Bellingham

O poderoso Erling Haaland foi neutralizado neste sábado, em Miami, e viu do outro lado seu ex-companheiro de Borussia Dortmund brilhar. O artilheiro da vez foi Jude Bellingham, que mostrou novamente que tem estrela com a camisa da Inglaterra.
Na prorrogação, a seleção britânica venceu de virada por 2 a 1 e assegurou presença na semifinal da Copa do Mundo. Eles agora ficam à espera do vencedor de Argentina e Suíça neste sábado à noite, em Kansas City, nos Estados Unidos.
A Noruega, do seu lado, se despede com a melhor campanha de sua história e jovens jogadores para fazer companhia ao capitão Martin Odegaard e Haaland, que teve espaço para fazer apenas duas finalizações, ambas de cabeça, nesta partida de despedida. Com tanto talento, todavia, é improvável que o país tenha de esperar mais 28 anos para jogar o Mundial.
Ingleses e noruegueses mostraram que realmente não chegaram à toa a essa fase. Para os escandinavos, porém, a dinâmica da partida foi bem diferente à do triunfo histórico sobre o Brasil, nas oitavas. Dessa vez eles faziam o papel de time precavido, deixando a Inglaterra flertar com 70% de posse de bola ao longo de todo primeiro tempo.
Eles se posicionavam com um 4-5-1 bastante recuado, pouco pressionando a articulação britânica. Para tentar abrir espaços, o time de Thomas Tuchel manteve seus dois pontas bem abertos em campo: Noni Madueke de um lado e Anthony Gordon do outro. Eles tinham volume ofensivo, mas não conseguiam se infiltrar na retranca.
Só foi após a paralisação para hidratação que a Noruega se soltou em campo, buscando incomodar a saída de bola inglesa. Esse mínimo esforço foi o suficiente para desestabilizar o jogo inglês. E aí conta muito a presença de Erling Haaland, que ainda sequer havia tocado na bola, mas incomodava somente por sua presença física.
Nestes poucos minutos, a turma de Haaland conseguiu mais posse e, numa jogada inspirada de Schjelderup, abriu o placar com um tiraço do jovem atacante em jogada individual pela ponta esquerda. Quer dizer: é uma equipe perigosa de diferentes formas.
O gol, porém, não desestabilizou a seleção inglesa. Nos acréscimos, recuperando a bola após um chutão do goleiro Orjan Nyland, Elliot fez boa armação pela esquerda e acionou Gordon. Num estalo, o ligeirinho ponta cortou para o centro e notou na hora a movimentação de Bellingham, o meia que está toda hora pisando na área. Com controle expepcional, o ídolo inglês limpou a jogada e chutou cruzado para empatar.
Pelo que fez no segundo tempo, a impressão é que a Noruega talvez estivesse guardando energias. Sua postura foi bem diferente na volta do intervalo, marcando muito mais no campo inglês, especialmente após a entrada dos velozes Oscar Bobb e Antonio Nusa após a paralisação.
A posse de bola inglesa foi desintegrando gradativamente, e, os 20 minutos finais, a iniciativa passou ser praticamente toda dos escandinavos por um intervalo de 20 minutos. A Inglaterra levou susto em algumas investidas dos jovens Bobb e Nusa, mas, de qualquer forma, se segurou bem e voltou marcar presença nos minutos finais, com Bukayo Saka botando pressão pela direita.
No início da prorrogação, a Inglaterra sustentou esse ímpeto e conseguiu a virada com Bellingham aproveitando rebote do goleiro Nyland, após chute de longa distâcia de Morgan Rogers. Seu sétimo gol em Copas do Mundo colocou os ingleses na semifinal.