Primeiro foco de gripe aviária de 2026 é registrado em SP

Primeiro caso do ano foi identificado em uma irerê resgatada e encaminhada ao zoológico de Guaíra, na região de Barretos
O estado de São Paulo confirmou, nesta quarta-feira (15), o primeiro caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em 2026. O diagnóstico foi realizado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) após a análise de uma irerê, ave silvestre resgatada em área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, na região de Barretos. O material havia sido coletado pela Defesa Agropecuária no dia 8 de janeiro.
Diante da confirmação, a Defesa Agropecuária, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), adotou uma série de medidas sanitárias para conter a disseminação da doença. Entre as ações tomadas estão a interdição do trânsito de animais no zoológico, a abertura de investigação epidemiológica e a vigilância ativa em três granjas localizadas em um raio de 10 quilômetros do foco identificado. Duas dessas propriedades estão em período de vazio sanitário e não possuem aves no momento. A equipe técnica também prestou orientações aos responsáveis pelas granjas da região.
O órgão reforçou que o consumo de carne de aves e de ovos não transmite a Influenza Aviária. A recomendação às pessoas é que evitem tocar em aves com sinais da doença e sigam as orientações do Serviço Veterinário Oficial (SVO).
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informou que acompanha a situação em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento e a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). Segundo a pasta, São Paulo não registrou, até o momento, nenhum caso de Influenza Aviária em humanos. A SES também monitora as pessoas envolvidas na notificação do caso.
De acordo com a Secretaria da Saúde, a infecção em humanos ocorre principalmente por contato direto com aves infectadas. Por isso, aves doentes ou mortas não devem ser manipuladas sem o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Em caso de suspeita da doença ou de identificação de aves mortas, a orientação é acionar imediatamente a Defesa Agropecuária.
O caso reforça a necessidade de vigilância contínua tanto das autoridades sanitárias quanto da população, especialmente em regiões próximas a áreas onde aves silvestres circulam em ambientes urbanos.