Flávio Bolsonaro diz que espera contar "muito em breve" com União Brasil e PP

Senador e pré-candidato à Presidência declarou esperar contar "muito em breve" com o apoio das siglas em âmbito nacional
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez, nesta segunda-feira, 20, mais um aceno à federação formada por União Brasil e PP, declarando esperar contar "muito em breve" com o apoio das duas siglas em âmbito nacional. Durante a convenção estadual da federação, realizada em São Paulo, Flávio Bolsonaro afirmou: "Essa coalizão que foi montada aqui é uma grande inspiração para nós também no âmbito nacional. Espero que muito em breve possamos também caminhar junto com a federação União-PP em âmbito nacional."
No evento, a federação confirmou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e a Guilherme Derrite (PP) ao Senado pelo Estado. Há meses, Flávio Bolsonaro tenta captar o apoio do PP e do União Brasil, mas as investigações envolvendo o Master esfriaram as conversas entre as partes. Agora, o senador busca selar um acordo até o fim do período de convenções partidárias, previsto para o início de agosto. No discurso, Flávio Bolsonaro voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o petista "se recusa a classificar PCC e CV como terroristas, porque gosta de vagabundo", em referência aos grupos Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).
Na mesma linha de crítica à condução das instituições, o senador afirmou que o Estado brasileiro estaria sendo utilizado para perseguir adversários políticos e que candidatos apoiados pela oposição serão responsáveis por "resgatar o Brasil" nas próximas eleições. "A democracia vai ser restaurada no nosso País e vamos devolver a paz para a política e a paz para o povo brasileiro", declarou Flávio Bolsonaro ao encerrar seu discurso. O cenário político em torno de Flávio Bolsonaro segue movimentado, com o senador articulando alianças estratégicas para fortalecer sua pré-candidatura à Presidência da República, ao mesmo tempo em que intensifica as críticas ao governo federal.