Renan Santos diz que Flávio passa vergonha com fala sobre urnas

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Renan Santos critica Flávio Bolsonaro após senador questionar urnas eletrônicas diante de diplomatas estrangeiros em Brasília
O candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) fez duras críticas a Flávio Bolsonaro (PL–RJ) após o senador questionar a efetividade das urnas eletrônicas durante uma reunião com diplomatas estrangeiros, realizada na terça-feira (21/7), em Brasília. Para Renan, a postura de Flávio faz o Brasil passar "vergonha internacionalmente". Ao Metrópoles, Renan questionou a imagem que o país projeta ao exterior com esse tipo de declaração. "Qual a imagem que a gente passa para o mundo? O candidato que ainda está em segundo colocado nas pesquisas, falando que a urna não funciona. O mundo trata o sistema eleitoral brasileiro como um sistema não só funcional, mas democrático e um sistema que pode ser de inspiração para outros lugares que têm eleições mais lentas", afirmou.
Em seguida, completou: "Flávio Bolsonaro, mais uma vez, nos fazendo passar vergonha internacionalmente". Durante o encontro com os diplomatas, Flávio Bolsonaro afirmou que as urnas eletrônicas brasileiras teriam a mesma origem das urnas da empresa venezuelana Smartmatic, supostamente envolvida em fraude nas eleições da Venezuela em 2012. O senador utilizou um relatório da Agência Central de Inteligência (CIA), dos Estados Unidos, para embasar seus argumentos. No documento, a CIA afirma que a Venezuela "tinha alguma capacidade de manipular sistemas eletrônicos de votação" dentro do país, além de acusar a Smartmatic de fornecer máquinas ao Brasil até os dias atuais. "Não vou entrar em mais detalhes, mas só para deixar registrado que muitas dessas máquinas utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana", declarou Flávio.
No entanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia desmentido essa informação ainda em 2020, esclarecendo que as urnas não são fornecidas pela empresa venezuelana. Segundo o TSE, a Smartmatic chegou a participar de uma licitação para a fabricação de urnas eletrônicas naquele ano, mas foi derrotada pela empresa Positivo. A Smartmatic teve contratos com o TSE apenas para treinamento de profissionais de suporte técnico e para a prestação de serviços de conexão de dados e voz. Além de rebater as declarações sobre as urnas, Renan Santos também sugeriu que Flávio Bolsonaro estaria "autossabotando" a própria campanha ao insistir no tema. "E não é que ele (sistema eleitoral) não precisa de melhora, ele sempre precisa de melhora, mas o que ele (Flávio Bolsonaro) ganha fazendo isso? Será que ele quer tirar a candidatura dele? Será que, no fundo, ele está se autossabotando, imaginando que ele tem outros problemas que podem levar a não ganhar a eleição?", questionou o líder do Movimento Brasil Livre (MBL).
Renan ainda acusou Flávio Bolsonaro de copiar sua campanha. O candidato do MBL havia se reunido com embaixadores antes do senador e, na ocasião, falou sobre "dialogar com o mundo", algo que, na visão de Renan, Flávio "não está preparado" para fazer. Com a postura adotada no encontro com os diplomatas, Flávio Bolsonaro repetiu o discurso do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também questionou repetidamente a segurança das urnas eletrônicas brasileiras ao longo de sua trajetória política.