Após informação falsa sobre urnas, Flávio diz que confia no sistema eleitoral

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Pré-candidato divulgou nota após repercussão de discurso com informação falsa sobre urnas eletrônicas e a empresa Smartmatic
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), divulgou uma nota nesta quarta-feira, 22, afirmando não ter colocado em dúvida a integridade do sistema eleitoral brasileiro durante um encontro com diplomatas estrangeiros realizado em Brasília. O comunicado veio após a repercussão de um trecho de seu discurso no qual o parlamentar mencionou informações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas utilizadas nas eleições do país. No documento, Flávio Bolsonaro sustenta que sua fala foi interpretada de forma equivocada e declara que "não está questionando o sistema de votação brasileiro".
O texto também afirma que o senador apenas fez referência a dois episódios públicos: a reunião entre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e embaixadores, que resultou na inelegibilidade do ex-chefe do Executivo, e um relatório recentemente divulgado pela CIA sobre supostas fraudes nas eleições da Venezuela. A nota, no entanto, não esclarece a origem da afirmação feita por Flávio Bolsonaro durante o evento, de que as urnas brasileiras teriam a "mesma origem" da empresa venezuelana Smartmatic. A declaração reproduz uma informação falsa que já havia sido desmentida pela Justiça Eleitoral. Durante o discurso, Flávio Bolsonaro afirmou que uma das suspeitas sobre o processo eleitoral venezuelano envolveria a empresa Smartmatic e acrescentou que "muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras têm a mesma origem dessa empresa venezuelana".
A afirmação contraria diretamente as informações oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desde 2017, quando a alegação começou a circular nas redes sociais, o TSE esclarece que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas para as eleições brasileiras. Segundo a Corte, os equipamentos utilizados no país foram desenvolvidos por técnicos da própria Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sem qualquer participação da companhia venezuelana. A nota é assinada por Flávio Bolsonaro, pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da pré-campanha, e pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da equipe. O comunicado declara "integral confiança no sistema eleitoral brasileiro" e defende a ampliação das missões internacionais de observação das eleições. Segundo o texto, a presença de observadores estrangeiros contribui para o aperfeiçoamento do processo eleitoral, ampliando a transparência, a integridade e a confiança pública nas eleições.