Flávio Bolsonaro culpa Lula pelo tarifaço dos EUA

Senador afirma que Lula provocou Trump mais de 62 vezes, enquanto governo Lula culpa a família Bolsonaro pelas tarifas de 25%
O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), responsabilizou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (16/7), o senador declarou que, enquanto tentava evitar as tarifas em solo americano, o presidente Lula optou por provocar Donald Trump. "Foram mais de 62 vezes em que o Lula ou xingou o Trump ou deu pancada nos EUA. Ele provocou o tempo inteiro", afirmou Flávio Bolsonaro em entrevista ao Flow Podcast.
O senador ainda acrescentou: "enquanto eu estava nos EUA tentando evitar o tarifaço, Lula preferiu provocar Trump". Os Estados Unidos confirmaram na quarta-feira (15/7) a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A decisão encerra uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que acusa o Brasil de adotar "práticas desleais" que prejudicam empresas e exportadores norte-americanos. A nova tarifa entra em vigor na próxima semana, no dia 22 de julho. Após o anúncio das tarifas, aliados de Lula e o próprio governo federal reagiram, afirmando que a medida imposta pelos EUA integra um "enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro".
Em nota emitida pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o governo foi direto: "É triste constatar que o lamentável desfecho das investigações baseadas na Seção 301 faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro. São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros".
O governo federal também reforçou que a defesa da soberania nacional está acima de disputas partidárias. "Não se pode amar o Brasil apenas quando vencemos eleições. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências. O governo brasileiro não vacilará em seu dever de preservá-la", destacou o texto. Além das tarifas de 25% já confirmadas, o Brasil aguarda ainda a conclusão de uma segunda investigação americana, que pode resultar em uma taxa adicional de 12,5% sobre produtos nacionais, desta vez baseada em apurações sobre exploração de trabalho forçado. Caso as duas investigações se concluam com a aplicação das tarifas, setores da indústria brasileira poderão ser onerados com até 37,5% de taxação total.