FGV aponta melhora na percepção do emprego

Carteira de trabalho e desemprego | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Pesquisa da FGV mostra que 25,3% dos trabalhadores acreditam estar fácil conseguir emprego, maior índice do ano
Um quarto dos trabalhadores brasileiros, equivalente a 25,3%, acredita estar "fácil" conseguir emprego no País atualmente, segundo a Sondagem do Mercado de Trabalho divulgada nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre FGV). O índice vem crescendo ao longo do ano e estava em 23,3% em maio, sinalizando uma percepção gradualmente mais positiva entre os trabalhadores. Por outro lado, 41% dos entrevistados ainda acreditam estar "difícil" arranjar um emprego, o menor índice registrado neste ano. Em maio, esse indicador apontava 41,9%, demonstrando uma leve melhora na percepção geral do mercado de trabalho. A pesquisa da FGV também detalhou outras faixas de percepção entre os trabalhadores.
Apenas 1,9% descreveram como "muito fácil" conseguir emprego, ante 2,2% em maio. Já 22,6% avaliam que a situação está "normal", comparado a 23,3% no mês anterior. Uma fatia de 9,1% considera estar "muito difícil" conseguir emprego, o menor valor registrado no ano, ante 9,3% em maio. Quanto às expectativas para os próximos seis meses, os dados da FGV revelam um cenário de cautela. Um total de 28,7% dos trabalhadores estima que o mercado de trabalho estará melhor em seis meses, o menor percentual deste indicador no ano, que em maio apontava 28,9%.
Outros 34,5% acreditam que a situação permanecerá igual nos próximos seis meses, a maior fatia registrada no ano, ante 33,3% em maio. Entre os demais entrevistados pela FGV, 0,9% espera que o mercado fique "muito melhor" em seis meses, ante 0,7% no mês anterior. Uma parcela de 32,7% espera que o mercado fique "pior", comparado a 33,6% em maio, enquanto 3,1% acredita que ficará "muito pior", a menor fatia registrada neste ano, que marcou 3,5% em maio. Os dados da FGV indicam, portanto, uma percepção levemente mais positiva sobre o mercado de trabalho no presente, ainda que as expectativas futuras demonstrem cautela entre os trabalhadores brasileiros. A combinação de queda nos índices negativos e crescimento nos positivos aponta para uma tendência de melhora gradual na confiança do mercado de trabalho ao longo do ano.