FCDL-MG projeta R$ 2,6 bi no Dia dos Pais

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil
A FCDL-MG estima tíquete médio entre R$ 200 e R$ 300, alta de 23,1% sobre 2024, impulsionado por roupas e estratégias dos lojistas mineiros.
O Dia dos Pais, celebrado no dia 9 de agosto, deve injetar cerca de R$ 2,6 bilhões na economia mineira. A estimativa é da FCDL-MG, que projeta um tíquete médio entre R$ 200 e R$ 300 para as compras da data. O valor representa uma alta de 23,1% em relação ao ano anterior, reflexo do avanço da inflação sobre o poder de compra dos consumidores. As roupas lideram a preferência dos compradores, com 45,9% das intenções de compra. Para aproveitar o movimento, comerciantes como a Klus Alfaiataria apostam em parcerias estratégicas e experiências gastronômicas como forma de atrair e fidelizar clientes durante o período.
O comércio mineiro também acompanha com atenção o crescimento das importações de pequenas remessas. As compras internacionais pelo Programa Remessa Conforme somaram R$ 2,6 bilhões em junho, alta de 101% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O número de encomendas subiu 116%, atingindo 28 milhões de unidades no período. O avanço das importações sem a cobrança do Imposto de Importação para compras de até US$ 50 tem gerado impactos diretos no polo calçadista de Nova Serrana, com redução de pedidos nas fábricas locais. Diante disso, entidades como o Sindinova, a FCDL-MG e a CNC passaram a defender a igualdade nas regras tributárias e contestam a alíquota zero aplicada a essas operações junto ao STF.
As exportações de Minas Gerais para os Estados Unidos totalizaram US$ 1,87 bilhão no primeiro semestre de 2026, uma retração de 23,7% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi puxado principalmente pela queda de 34% nos embarques de café, afetados por atrasos na safra em razão de fatores climáticos. O setor siderúrgico e de metais também registrou reduções expressivas, impulsionadas pelo aumento das alíquotas americanas sobre produtos brasileiros, com tarifas que chegam a 50%. Para compensar parte das perdas, o estado ampliou suas vendas para a China, o que tem atuado como fator de mitigação dos impactos sobre a economia mineira.