Empabra tem minério furtado por quadrilha em BH

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Grupo especializado em furto de minério foi preso no bairro Taquaril após denúncias de moradores sobre movimentação suspeita na Empabra
Uma quadrilha suspeita de furtar minério de ferro da Empabra, mineradora desativada e interditada pela Polícia Federal, foi presa na manhã desta sexta-feira (10), no bairro Taquaril, na Região Leste de Belo Horizonte. A ocorrência foi registrada na Rua Professor Navantino Alves, após moradores denunciarem movimentação suspeita no local. A mineradora alvo dos furtos é a Empresa de Mineração Pau Branco (Empabra), responsável pela antiga Mina Corumi, na Serra do Curral.
As atividades no local estão paralisadas após investigações da Polícia Federal indicarem que a empresa teria usado um plano de recuperação ambiental como fachada para extrair minério de forma ilegal por mais de uma década. Ao chegarem à área, os militares abordaram vários homens que estariam retirando minério de ferro da Empabra. Caminhões e um veículo utilizados na ação foram apreendidos.
De acordo com a Polícia Militar, há suspeita de que uma empresa esteja por trás dos furtos, que ocorrem com frequência na área. A corporação informou ainda que a operação desta sexta resultou na prisão de um grupo considerado especializado nesse tipo de crime. A ocorrência segue em andamento.
Em abril deste ano, a Polícia Federal concluiu um inquérito que apontou que a Empabra utilizou um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para encobrir a extração ilegal de minério na Mina Corumi, na Serra do Curral, entre 2014 e 2025. Segundo a investigação, a empresa criou grandes cavas de mineração sob a justificativa de executar obras de recuperação ambiental. A PF afirma que a exploração provocou impactos ambientais, como a destruição de nascentes e cursos d"água, entre eles o Córrego Taquaril, além de possível contaminação do lençol freático.
A investigação faz parte da Operação Parcours, que também apura o envolvimento de servidores da Agência Nacional de Mineração (ANM) e levou ao pedido de bloqueio de bens e de busca e apreensão contra ex-gestores ligados à mineradora. Em nota à época, a Empabra negou irregularidades e afirmou que todas as atividades realizadas na Mina Corumi foram autorizadas pelos órgãos competentes. A empresa também disse que a retirada de material no local era necessária para garantir a segurança ambiental e reiterou que pretende concluir a recuperação da área para transformá-la em um corredor ecológico.