El Niño coloca Câmara de BH em alerta

Foto: Câmara de BH/Reprodução
Vereadores questionam a PBH sobre planos de contingência para o El Niño previsto para 2026, com impacto no transporte e na população vulnerável.
A Comissão de Meio Ambiente, Defesa dos Animais e Política Urbana da Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, na última segunda-feira (27/7), um requerimento de pedido de informações ao Poder Executivo municipal sobre as medidas preventivas adotadas frente ao fenômeno El Niño, previsto para o segundo semestre de 2026. A iniciativa busca saber se a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) está preparada para enfrentar os impactos climáticos esperados.
Os questionamentos foram formulados pelo vereador Helton Júnior (PSD) e abrangem uma série de ações voltadas à população, incluindo estudantes e usuários do transporte coletivo. Entre os pontos levantados estão o acesso à água potável, abrigo contra chuvas e sol, e sistemas de climatização, entre outras providências. Vale destacar que, no mês anterior, a mesma Comissão de Meio Ambiente já havia encaminhado pedido semelhante à prefeitura, sem obter qualquer resposta. A reincidência do questionamento reforça a preocupação dos vereadores com a falta de transparência do Executivo municipal sobre o tema.
A Câmara Municipal fundamenta seu requerimento em pesquisa da Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU), que apontou 80% de probabilidade de ocorrência do El Niño entre junho e agosto de 2026. A mesma pesquisa indica probabilidade próxima ou superior a 90% de persistência do fenômeno até, pelo menos, novembro, com expectativa de intensidade ao menos moderada e possivelmente forte. O fenômeno deve atingir o território brasileiro, alterando o regime de chuvas e elevando as temperaturas. Entre as informações solicitadas à PBH, o requerimento aprovado exige que o município informe se possui plano de contingência específico para o enfrentamento dos efeitos do El Niño.
Também questiona se foi instituído algum comitê, grupo de trabalho ou outra instância de articulação intersetorial para coordenar ações preventivas diante dos impactos do evento climático e de suas ondas de calor. Os questionamentos ainda abrangem se o Executivo já mapeou as áreas e populações de maior vulnerabilidade climática no município. Além disso, pergunta-se se há previsão de instalação de bebedouros ou pontos de hidratação em terminais e estações de transporte de maior fluxo, se os ônibus coletivos possuem ar condicionado e se os pontos de embarque e desembarque contam com abrigos que protejam do sol e da chuva. A Prefeitura de Belo Horizonte tem o prazo de 30 dias para responder a todos os questionamentos constantes no requerimento aprovado pela Comissão.