Durigan prevê déficit zero ao fim do ano

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Ministro da Fazenda afirma que governo encerrará 2026 com déficit zerado e anuncia corte de R$ 17,5 bilhões nos órgãos públicos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (29/7) que o governo federal deve encerrar 2026 com déficit zerado. "Com alguma sorte fazendo um superávit", destacou o ministro em entrevista à rádio Capital 95 FM, do Mato Grosso do Sul. Durigan fez um balanço da trajetória fiscal do governo desde o início da gestão: "Nós recebemos uma conta em 2023, primeiro ano dessa gestão, em que fechamos — para pagar calote de precatórios, calote em governador — R$ 232 milhões no negativo. Em 2024, a gente zerou o déficit. Esse ano vamos seguir com o déficit zerado. Com alguma sorte, fazendo um superávit. Mas a conta está em ordem. A conta do Tesouro vai fechar em ordem no fim do ano". O ministro do governo Lula reconheceu que a economia brasileira enfrenta uma série de desafios no cenário atual, entre eles a guerra no Irã, o El Niño e o tarifaço imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
Ainda assim, Durigan ressaltou que a Fazenda determinou um corte de R$ 17,5 bilhões nos órgãos públicos como parte do compromisso com o equilíbrio das contas. "Esse ano, embora tenha guerra no Irã, el niño, tarifaço injusto contra a gente, tem eleição, nós estamos cortando R$ 17,5 bilhões do orçamento. Você ouve muita gente dizendo na imprensa "o governo gasta muito". O governo, em ano de eleição, está cortando — eu estou fazendo essa medida — R$ 17,5 bilhões dos órgãos públicos, até para mostrar para as pessoas que o governo tem que primeiro fazer o seu papel antes de cobrar das empresas, das famílias e dos agricultores. O governo tem que dar o exemplo", declarou Durigan. O ministro também criticou a gestão anterior e defendeu que o governo atual oferece previsibilidade orçamentária para o próximo ano.
Segundo ele, o "próximo governo vai ter uma condição melhor de seguir fechando conta, diminuindo taxa de juros, do que a gente teve". Para reforçar o argumento, Durigan fez uma comparação direta com o orçamento apresentado em 2022: "Lembra que em 2022 foi apresentado um orçamento para 2023 que não tinha R$ 600 para o Bolsa Família, não tinha Farmácia Popular, não tinha um monte de coisa. Era um orçamento fake. O orçamento do próximo ano, apesar de eu estar vivendo um ano de eleição, ele é direitinho, com tudo que tem que cortar, com tudo que tem que cobrar". Com os cortes anunciados e a perspectiva de equilíbrio fiscal, Durigan reforçou a postura do governo de dar o exemplo antes de exigir ajustes de empresas, famílias e agricultores, sinalizando continuidade na política de responsabilidade orçamentária.