Colômbia elimina Gana e enfrenta a Suíça nas oitavas

Foto: Reprodução/Fifa
Sob o comando de Néstor Lorenzo, a Colômbia supera a fase de grupos e o mata-mata com consistência e mira uma campanha histórica no torneio
A vitória por 1 a 0 sobre Gana, na noite de sexta-feira (3), não reflete com precisão o momento da Colômbia na Copa do Mundo. Sob o comando de Néstor Lorenzo, a seleção atravessa a fase de grupos e o mata-mata sem grandes dificuldades, e até diante de Portugal, uma das favoritas ao título, a equipe sul-americana foi superior. O resultado é que a Colômbia chega às oitavas de final sendo encarada como uma adversária perigosa. O próximo desafio será contra a Suíça, seleção que chega pela quarta vez consecutiva às oitavas e conta com um elenco mais qualificado do que o de Gana, eliminada nos 16-avos.
Os suíços serão o segundo rival europeu da Colômbia no torneio, após o empate sem gols contra Portugal na fase de grupos. Pelo desempenho apresentado pelas duas equipes no primeiro mata-mata, o confronto da próxima terça-feira (7), em Vancouver, no Canadá, coloca a Colômbia na posição de favorita. A seleção combina um ataque de alto volume ofensivo com uma defesa consistente, capaz de reduzir os espaços para atuações individuais, como demonstrou contra Gana e Portugal. O lado do chaveamento em que a Colômbia está também abre perspectivas interessantes.
Nas quartas de final, a Argentina pode ser o próximo adversário. Apesar de a Albiceleste contar com Messi e ser a atual campeã, um confronto sul-americano tende a ser mais equilibrado para os colombianos do que enfrentar uma potência europeia. O desempenho da equipe de Messi contra Cabo Verde, duelo que foi à prorrogação e custou caro para os argentinos, também revela brechas que podem ser exploradas pela Colômbia. Um possível reencontro entre as últimas finalistas da Copa América de 2024 se desenha como um cenário de maior equilíbrio do que se esperava antes do início do torneio.
O volume de jogo pelas laterais é uma das principais armas de Néstor Lorenzo. O treinador conta com dois pontas finalizadores, Jhon Arias e Luis Díaz, capazes de decidir partidas em um único lance. No banco, a Colômbia também está bem servida, com Luis Suárez, que entrou após a lesão de Córdoba, e Quintero, meia-atacante com boa qualidade na finalização de fora da área. No meio-campo, o grande destaque da Copa até aqui é Puerta.
O volante esteve presente em praticamente todas as partes do campo e foi o jogador do setor com mais ações com a bola ao longo da partida, 78 ocasiões. Mais à frente, também busca finalizações, como fez contra Gana, obrigando o goleiro Ati Zigi a realizar uma grande defesa, além de ter dado um bom passe para Luis Díaz, que desperdiçou a chance cara a cara com o arqueiro ganês. Puerta só teve menos ações com a bola no jogo do que a dupla de zaga colombiana, Davinson Sánchez e Lucumí. Os dois zagueiros são responsáveis por qualificar a saída de bola e manter o equilíbrio defensivo mesmo com a ofensividade dos laterais Muñoz e Mojica. O resultado é que a Colômbia sofreu apenas um gol nesta Copa do Mundo, na vitória por 3 a 1 sobre o Uzbequistão, na estreia.