Governo deve formalizar semana que vem o aumento do etanol na gasolina

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Reunião do CNPE marcada para 14/7 pode formalizar aumento do etanol na gasolina de 30% para 32%, após quatro adiamentos consecutivos.
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) pode formalizar na próxima terça-feira (14/7) o aumento da concentração de etanol na gasolina vendida nos postos, de 30% para 32%. A reunião foi anunciada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), após quatro adiamentos consecutivos desde maio, elevando a expectativa do setor sucroenergético, que aguarda uma definição oficial sobre o tema. Para o presidente da Associação da Indústria da Bioenergia e do Açúcar de Minas Gerais (SIAMIG Bioenergia), Mário Campos, o aumento já é um ponto pacificado dentro do governo, restando apenas a formalização. "O presidente Lula já falou sobre o assunto, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também. Agora, precisamos da decisão do CNPE", afirma.
A reunião do CNPE ocorre em um novo momento de instabilidade no mercado global de petróleo, após o presidente dos EUA, Donald Trump, voltar a bombardear o Irã. Assim como o governo, Campos destaca que elevar a concentração de etanol na gasolina reduzirá a dependência do país de combustível importado. Em 2025, cerca de 10% da gasolina utilizada no Brasil veio do exterior. "O aumento vem em um momento em que o país precisa", pontua ele.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa) e o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) encaminharam ao Ministério de Minas e Energia, há algumas semanas, um pedido de novos testes sobre os impactos do aumento do etanol misturado à gasolina antes da implementação da medida, solicitando o consequente adiamento da decisão. Técnicos da área alertam que automóveis mais antigos, fabricados há 20 ou 30 anos, e modelos importados desenvolvidos para operar com percentuais menores de etanol podem ser afetados pela mudança.
Por isso, defendem a realização de testes complementares como garantia para o consumidor final. A decisão do CNPE, caso confirmada na reunião de terça-feira, representará um passo concreto para o setor sucroenergético, que acompanha o processo com atenção após sucessivos adiamentos e pressões de diferentes segmentos da indústria automotiva.