Três seguem foragidos após escaparem do Ceresp Gameleira na segunda (27)

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Sete detentos escaparam por buraco em cela do Ceresp Gameleira em BH; quatro foram recapturados e três seguem foragidos
As forças de segurança de Minas Gerais continuam em busca de três dos sete detentos que fugiram do Ceresp Gameleira, na madrugada desta segunda-feira (27), em Belo Horizonte. De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), por volta das 14h30 do mesmo dia, quatro dos fugitivos já haviam sido recapturados. A fuga ocorreu por volta das 2h, quando os presos abriram um buraco na cela e escaparam pelos fundos da unidade prisional. Os três detentos que seguem foragidos foram identificados pela Sejusp:
- Luiz Fernando Freitas Pereira: admitido no Ceresp Gameleira desde 3 de julho de 2026, possui quatro passagens pelo sistema prisional.
- Saymon Patric Gomes Alves: admitido na unidade desde 22/04/2026, possui duas passagens pelo sistema.
- Bruno Gustavo Gomes da Paixão: admitido na unidade desde 22/04/2026, possui seis passagens pelo sistema.
Segundo a secretaria, as buscas pelos três fugitivos continuam sendo realizadas pelas forças de segurança. Paralelamente, a Sejusp informou que foi aberto um procedimento interno para apurar as circunstâncias da fuga no Ceresp Gameleira. A população pode colaborar com as investigações por meio do Disque Denúncia Unificado, pelo telefone 181, com garantia de anonimato.
O Sindicato dos Policiais Penais de Minas Gerais (Sindppen-MG) afirmou que já havia alertado o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) sobre os riscos de fuga no Ceresp Gameleira, apontando a superlotação e a falta de efetivo como fatores críticos. De acordo com a entidade, a unidade abriga atualmente 1.565 detentos, embora sua capacidade seja de apenas 798 vagas, e conta com somente 249 policiais penais, mesmo após a ampliação da estrutura realizada em 2024. O sindicato acrescentou que o MPMG constatou, durante vistoria, a necessidade de aumento do efetivo na unidade e cobrou do Estado a contratação de novos policiais penais para reduzir os riscos à segurança pública. A situação do Ceresp Gameleira evidencia um cenário de vulnerabilidade estrutural que já havia sido sinalizado pelas autoridades competentes.