20 anos após crime, homem é condenado por estupro e morte de menina de 11 anos

Foto: Mirna de Moura/ TJMG
Tribunal do Júri condena homem a 26 anos de prisão pelo estupro e homicídio de menina de 11 anos em Caratinga, crime ocorrido em 2006
Um homem foi condenado a 26 anos e 5 meses de prisão pelos crimes de estupro e homicídio de uma menina de 11 anos, assassinada em setembro de 2006, em Caratinga. A decisão foi proferida pelo Tribunal do Júri na última quinta-feira (2), conforme informou o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O caso levou quase duas décadas para ser concluído, em parte porque o acusado permaneceu foragido por vários anos.
O Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do réu pelos crimes de homicídio qualificado por asfixia, com aumento de pena em razão de a vítima ter menos de 14 anos, e estupro de vulnerável. A pena foi fixada em 18 anos e 4 meses de reclusão pelo homicídio e 8 anos e 1 mês pelo estupro, ambas em regime inicial fechado.
Segundo o MPMG, a menina desapareceu na manhã do dia 21 de setembro de 2006, após sair de casa para ir à escola em Caratinga. O corpo foi encontrado horas depois por moradores em uma rua do Bairro Rodoviários, despido e com sinais evidentes de violência. O laudo de necropsia apontou que a vítima sofreu violência sexual e morreu por asfixia mecânica causada por estrangulamento.
Durante as investigações, a Polícia Civil encontrou, em um imóvel utilizado pelo acusado e localizado próximo ao local onde o corpo foi abandonado, vestígios de sangue, roupas e materiais escolares da vítima, que foram posteriormente reconhecidos pelos familiares.
Testemunhas relataram ao Ministério Público que o homem fugiu logo após o crime e alterou a aparência física para dificultar sua identificação.
O processo ficou suspenso durante vários anos enquanto o acusado permaneceu foragido. Após ser capturado, a ação penal voltou a tramitar e ele foi levado a julgamento pelo Tribunal do Júri em Caratinga.
Vale destacar que o caso já havia sido julgado anteriormente, mas o primeiro júri foi anulado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais após recurso apresentado pelo Ministério Público, que apontou falhas durante a sessão. Com a anulação do primeiro julgamento, foi determinada a realização de um novo júri, concluído na última quinta-feira, quando o réu foi condenado.
A decisão encerra um longo processo judicial que se arrastou por quase 20 anos desde o crime cometido em Caratinga.