Caiado critica Lula após inquérito contra Lulinha

Lula Marques/ Agência Brasil
Pré-candidato à Presidência usou o caso do filho de Lula para falar em "monarquia disfarçada de república" e criticar também a família Bolsonaro
O pré-candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) aproveitou a abertura de inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para fazer críticas ao petista e, indiretamente, ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O inquérito, autorizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas de tráfico de influência no governo federal. Em publicação no X, Caiado foi direto ao ponto: "Filho investigado por vender acesso ao governo e o pai que finge não ver. Esse é o retrato da novela política chamada PT, em cartaz há décadas sempre com o mesmo enredo, sempre com os mesmos personagens". O político do PSD usou o caso para reforçar sua posição de crítico tanto do governo atual quanto da oposição bolsonarista.
Caiado foi além e definiu o cenário político brasileiro como uma "monarquia disfarçada de república, onde o rei protege o príncipe". Sem citar nomes diretamente, o pré-candidato estendeu a crítica à família Bolsonaro: "Estou falando de Lula e Lulinha, mas pode ser interpretado como outro pai que protege outro filho", afirmou. O inquérito contra Lulinha foi aberto a pedido da Polícia Federal e tem como relator o ministro André Mendonça, no STF. A investigação busca apurar se o filho do presidente vendia acesso ao governo federal em troca de pagamentos.
O nome de Lulinha emergiu no contexto das investigações sobre desvios de aposentadorias, em razão de sua suposta relação com o empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", apontado como líder do esquema. A PF suspeita que Lulinha seria sócio oculto desse empresário. Procurada pela imprensa, a defesa de Lulinha afirmou ter recebido a informação "com tranquilidade" e negou que ele tenha obtido qualquer pagamento por negócios de empresários com o governo Lula. A abertura do inquérito, no entanto, já repercute no cenário político, sendo utilizada por adversários do PT como munição eleitoral.