Caiado ataca Lula e Flávio por tarifas dos EUA

Lula Marques/ Agência Brasil
Pré-candidato à presidência critica governo Lula e Flávio Bolsonaro após EUA anunciarem tarifa de 25% sobre produtos brasileiros
O pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) atacou, na quarta-feira (15/7), tanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em razão das tarifas de 25% impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. "Chega de negociar de joelhos", declarou o ex-governador de Goiás, em publicação feita antes mesmo de os EUA confirmarem oficialmente a imposição da taxa.
Em postagem no X, Caiado listou três frentes de ataque ao agronegócio brasileiro — China, União Europeia e Estados Unidos — e afirmou que o governo Lula não apresentou respostas concretas, limitando-se a um "cuidado paliativo". Em suas palavras: "O tarifaço vai destruir quem alimenta o Brasil. Ninguém fala sobre isso. China taxa nossa carne em 55%. UE vetou a carne brasileira. EUA vão taxar em 25%. Três ataques ao agro e zero resposta do governo, só cuidados paliativos."
O ex-governador goiano também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro, destacando que a visita do parlamentar aos Estados Unidos, no dia 7 de julho, teve como objetivo pedir o adiamento das tarifas — e não o cancelamento, como o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro havia declarado publicamente. "Flávio foi aos EUA implorar a Trump que adie o tarifaço até depois da eleição. Não pediu para cancelar, pediu para adiar.
Para ele, o agro pode quebrar, desde que depois do voto", disparou Caiado. Ao encerrar sua manifestação, Caiado defendeu que, em sua proposta de governo, o mercado ficaria aberto dos dois lados, com "reciprocidade de verdade". A nova tarifa de 25% sobre produtos brasileiros entra em vigor no dia 22 de julho, conforme divulgado na mesma quarta-feira após investigações do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre supostas "práticas desleais" que prejudicariam empresas e exportadores norte-americanos.
O documento que oficializa a taxação traz uma lista de isenções. Entre os produtos que não serão taxados estão café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja e terras-raras. Já entre os itens taxados figuram etanol, máquinas agrícolas, calçados, vestuário, produtos químicos, papel e açúcar. Produtos de aço e alumínio já submetidos a outras tarifas, além de alguns insumos industriais e itens do setor aeroespacial, como aeronaves civis, motores e componentes, também foram poupados da nova rodada de taxação.