Brasília lidera inflação do país em junho

Esplanada dos Ministérios | Foto: Marcello Casal Jr. /Agência Brasil
Capital federal registrou alta de 0,52% no IPCA de junho, acima da média nacional de 0,16%, segundo o IBGE
Brasília registrou, em junho, a maior inflação do país, com alta de 0,52%, bem acima da média nacional, que fechou em 0,16%. Com esse resultado, a capital federal acumula inflação de 3,05% no ano e 4,52% nos últimos 12 meses. Os dados integram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10/7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa aponta que seis dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados em Brasília apresentaram altas no IPCA de junho. O grupo de transportes foi o principal responsável pela pressão no índice, impulsionado por dois fatores centrais:
• Passagens aéreas e combustível: As passagens aéreas registraram salto de 11,05%, enquanto a gasolina subiu 1,74%. O conserto de automóveis também encareceu, com alta de 2,61%, tornando mais oneroso manter o carro em dia.
• Saúde e cuidados pessoais: O setor de saúde também pressionou a inflação na capital. Ir ao dentista ficou 2,85% mais caro, os planos de saúde subiram 0,36% e os perfumes registraram alta de 1,65%. O grupo de saúde e cuidados pessoais acumulou alta de 0,43%.
• Vestuário: O grupo do vestuário subiu 0,83% em junho. Os itens com maiores altas foram os vestidos (+2,65%), as camisas e camisetas masculinas (+2,24%) e as joias (+1,75%).
• Habitação: O grupo de habitação também registrou alta, com avanço de 0,27% no período. Nem todos os grupos, porém, pressionaram o índice para cima. O etanol trouxe alívio aos consumidores, com queda de 5,11% nos postos
. O grupo de alimentação e bebidas também contribuiu para segurar o índice, registrando recuo de 0,21%. Dentro da alimentação, os caminhos foram opostos. O preço do tomate despencou 7,43%, a carne recuou — puxada pela alcatra, que caiu 4,06% — e o arroz teve redução de 3,86%. Em contrapartida, o almoço fora de casa ficou 0,61% mais caro, o feijão carioca disparou 12,79% no mês e o melão subiu 11,83%, pressionando o orçamento das famílias brasilienses.