Nova tarifa dos EUA contra o Brasil entra em vigor nesta sexta

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Medida do USTR impõe alíquota de 12,5% ao Brasil e a outros países que não adotaram proibições ao trabalho forçado
Uma nova tarifa imposta pelos Estados Unidos a 60 países, incluindo o Brasil, entrou em vigor nesta sexta-feira (24 de julho de 2026), conforme documento divulgado pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). A medida foi anunciada na quinta-feira (23 de julho de 2026) e estabelece alíquotas diferenciadas de acordo com o comprometimento de cada nação em relação ao combate ao trabalho forçado.
A decisão do representante comercial americano prevê uma alíquota de 10% para países que, após investigação, "se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado". Para as nações que não teriam adotado tal proibição, como é o caso do Brasil, a alíquota aplicada é de 12,5%.
A medida impacta diretamente o comércio exterior brasileiro e de dezenas de outros países ao redor do mundo. De acordo com o documento do USTR, as alíquotas adicionais do imposto de importação passaram a incidir sobre produtos nacionalizados ou retirados de entreposto aduaneiro para consumo a partir de 0h01 (horário de Washington) do dia 24 de julho de 2026, o que corresponde às 23h00 (horário de Brasília) de 23 de julho de 2026.
O Brasil, portanto, está sujeito à sobretaxa de 12,5% sobre seus produtos exportados aos Estados Unidos.
O decreto prevê uma única exceção para a aplicação dessas tarifas: mercadorias que já haviam sido embarcadas e estavam a caminho antes de 0h01 de 24 de julho de 2026. Para que esses produtos não sejam taxados, a decisão do USTR exige que sejam liberados na alfândega até 0h01 de 28 de julho de 2026. Essa janela de isenção representa um alívio pontual para exportadores brasileiros e de outros países afetados pela medida.
Além da exceção para mercadorias já embarcadas, alguns produtos específicos foram isentos desse novo episódio de tarifaço. A lista de itens contemplados pela isenção foi detalhada no decreto que oficializou a sobretaxa de 12,5% aplicada ao Brasil e às demais nações que não adotaram proibições formais ao trabalho forçado.
A nova rodada tarifária americana reforça a pressão comercial dos Estados Unidos sobre seus parceiros globais, com o Brasil figurando entre os países que enfrentam as alíquotas mais elevadas do pacote. O impacto da medida sobre as exportações brasileiras ainda será avaliado nos próximos dias, à medida que os produtos passem a ser efetivamente taxados nas alfândegas americanas.