Banco do Brasil fecha acordo de R$ 2,3 bi com Correios para serviços postais

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Banco do Brasil assina contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para serviços postais por cinco anos em todo o país
O Banco do Brasil assinou um contrato de R$ 2,3 bilhões com os Correios para a prestação de serviços postais em âmbito nacional e internacional. O acordo entrou em vigor no início de julho e terá duração de cinco anos, substituindo o contrato anterior firmado entre as duas instituições, com valores atualizados pela inflação. De acordo com o banco, a contratação abrange serviços convencionais, especiais e telemáticos destinados a atender todas as unidades da instituição.
Entre as atividades previstas estão o envio de correspondências, como faturas de cartão de crédito, extratos bancários e outros documentos, com frequência de envio diária. O Banco do Brasil informou que a contratação foi realizada sem processo competitivo, com base na chamada inviabilidade de competição, uma vez que os Correios são os responsáveis pela execução do serviço postal no país. A justificativa apresentada pelo banco detalha os motivos da escolha: "Para os serviços não abrangidos pelo monopólio, nas localidades remotas e de difícil acesso, na prática, não existem prestadores com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional equivalentes às da ECT-Correios. Adicionalmente, os preços praticados pela ECT-Correios são definidos por tarifas regulamentadas ou por política comercial padronizada, sem possibilidade de negociação individualizada", justificou o banco.
O acordo ocorre em meio ao processo de reestruturação dos Correios, que vem enfrentando sérias dificuldades financeiras nos últimos anos. A estatal registrou prejuízo bilionário no primeiro trimestre deste ano e busca alternativas para reforçar o caixa e manter as operações. No fim de 2025, a União aprovou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantias do Tesouro Nacional para os Correios, após a estatal enfrentar um quadro de fragilidade financeira. A empresa tem sido pressionada principalmente por custos operacionais elevados e pela necessidade de modernizar suas operações diante da concorrência no setor de logística. No ano passado, o rombo nas contas dos Correios chegou a R$ 8,5 bilhões.