Atlético mira oportunidades na janela de transferências

Ruan Tressoldi no Atlético
Paulo Bracks explica a estratégia do Atlético na segunda janela e cita Ruan Tressoldi, Renan Lodi e Victor Hugo como exemplos
O Atlético adotará uma postura cautelosa na segunda janela de transferências, buscando reforços apenas em oportunidades de mercado. Sem previsão de grandes investimentos, o clube pretende realizar movimentações pontuais, considerando sua situação financeira e a reformulação promovida no início da temporada. Em entrevista à Galo TV, o CSO do Atlético, Paulo Bracks, explicou como o clube identifica essas oportunidades e esclareceu que há uma interpretação equivocada sobre o termo. Segundo o dirigente, "oportunidade de mercado" vai muito além de contratar jogadores sem custos ou em fim de contrato.
"É bom esclarecer isso. As pessoas fazem muita confusão nessa expressão. Oportunidade de mercado não é jogador em fim de linha, não é fim de feira", iniciou. Para ilustrar a estratégia, Bracks citou três exemplos concretos de negociações realizadas pelo Atlético, cada uma com características distintas.
O primeiro caso mencionado foi o do zagueiro Ruan Tressoldi. O defensor estava emprestado ao São Paulo, que optou por não exercer a compra, enquanto seu clube na Itália também não pretendia utilizá-lo. O Atlético enxergou ali uma janela de oportunidade. "Como exemplos que trabalhamos no clube temos o Ruan Tressoldi. Era um atleta emprestado ao São Paulo que não iria exercer a opção de compra por decisão deles, por limitação financeira. O clube italiano não iria integrar o jogador e fazer o empréstimo […] a gente aposta nesse movimento. Acreditamos que é um atleta que havia sido prospectado pelo nosso departamento, com os dados que tínhamos, que a gente iria fazer dar certo. Fomos criticados, mas é um atleta que hoje está consolidado, que efetivamos a compra", exemplificou.
O segundo exemplo foi o lateral Renan Lodi, que chegou ao Atlético após rescindir contrato com seu clube na Arábia Saudita. Bracks destacou o alto nível do jogador e ressaltou que uma transferência direta seria inviável financeiramente. "O Renan Lodi, que para mim deveria inclusive estar na Seleção Brasileira. Nesse próximo ciclo, precisa estar. Estava desvinculado do clube na Arábia Saudita e não teríamos condição de contratar lá, porque a transferência era superior a 15 milhões de euros. Estava em casa após o litígio com esse clube, livre. A gente apresenta um projeto e ele compra, superando um concorrente local. Jogador de altíssimo nível, que temos o prazer de ter no clube. É uma outra oportunidade de mercado, diferente da do Ruan", afirmou.
O terceiro caso apresentado foi o de Victor Hugo, que chegou por empréstimo após perder espaço no Flamengo e não ter sua compra efetuada pelo Santos. O Atlético apresentou um projeto ao jogador e fechou o negócio. "Victor Hugo, o Flamengo não estava integrando ao elenco, empresta ao Santos. O Santos não ia exercer a compra. Apresentamos o projeto e fechamos. Um atleta de muito potencial, idade excelente", prosseguiu o dirigente.