Em treino sob forte calor, Ancelotti testa opções para o lugar de Paquetá

Antes do treino, Ancelotti reuniu jogadores junto à lateral do campo (Foto: Marcio Dolzan/Lance!)
Sob calor de 38°C em Nova Jersey, técnico busca substituto para Paquetá antes do duelo contra a Noruega nas quartas de final
Sob um calor de 38°C em Nova Jersey, a Seleção Brasileira realizou treino nesta quinta-feira (2) em busca de soluções para o lugar de Lucas Paquetá, baixa confirmada para o confronto contra a Noruega, válido pelas quartas de final da Copa do Mundo.
Sem nuvens ou sombra, o gramado reservado para os finalistas do torneio já não está mais disponível para o Brasil, que agora treina em outro campo — o mesmo que sediará a grande decisão, em 19 de julho.
O técnico Carlo Ancelotti enfrenta mais um desafio na gestão do elenco. Raphinha ainda não tem condições de jogo, e Rayan não foi a campo nesta quinta-feira, embora seu caso não gere preocupação imediata.
Antes mesmo do início da competição, Ancelotti já havia perdido quatro jogadores considerados titulares por lesão: Rodrygo, Éder Militão, Estevão e Wesley, cortado ainda nos Estados Unidos.
Agora, restam três dias para definir quem ocupará a vaga deixada por Paquetá no duelo de domingo (5). Entre os principais candidatos a uma vaga no time titular estão Endrick, Gabriel Martinelli e Danilo Santos.
Endrick é o que acumulou mais minutos em campo nesta Copa — 101 no total, cinco a mais que Martinelli, autor do gol da vitória sobre o Japão. Danilo Santos atuou por 37 minutos. Os três participaram de três das quatro partidas do Brasil até aqui.
Neymar também aparece como opção, após entrar no segundo tempo contra a Escócia e atuar por 21 minutos.
"Tem 26 jogadores aqui que estão loucos para jogar, estão loucos para ajudar a Seleção. Todos aqui estão esperando uma oportunidade", afirmou Endrick, atacante da Seleção Brasileira.
A escalação que se repetiu nos jogos contra Escócia e Japão já não será a mesma. Mudar e se adaptar ao que tem à disposição voltou a ser a regra de Ancelotti.
A Noruega, adversário que o Brasil jamais derrotou, representa mais um obstáculo no caminho rumo ao hexacampeonato.
A disputa por uma vaga no time titular está completamente aberta, e o calor que castiga os treinos em Nova Jersey parece ser apenas mais um reflexo da pressão que cerca cada escolha do treinador italiano.